Anfavea revisa previsão e vê recorde de vendas graças ao IPI

Montadoras instaladas no país deixaram o tom pessimista de lado após a nova extensão do IPI reduzido para o setor e agora esperam recorde de vendas internas em 2009. A previsão anterior era de queda na comparação com 2008, até agora o melhor ano da indústria automotiva.

REUTERS

29 de junho de 2009 | 16h28

"Se continuarmos nesse ritmo, devemos ter o melhor ano da história", afirmou o presidente da Anfavea, associação que representa as fabricantes de carros, Jackson Schneider, nesta segunda-feira.

No início deste mês, ao apresentar o desempenho do setor em maio, a Anfavea manteve sua previsão de queda de 3,9 por cento nas vendas de veículos no Brasil em 2009, para 2,7 milhões de unidades, e de recuo de 11,1 por cento na produção, para 2,86 milhões de unidades.

O governo anunciou nesta manhã a prorrogação da redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros até setembro. A medida está em vigor desde dezembro e tem sustentado as vendas de veículos no país, em meio à crise econômica global. Foi a segunda prorrogação do alívio fiscal, mais uma vez com prazo de três meses.

A partir de outubro, a alíquota do IPI sobre carros irá aumentar gradativamente até ser plenamente retomada no início do ano que vem.

Segundo Schneider, a indústria estava com mais de 300 mil carros em estoque nas fábricas antes da redução do IPI.

"Se nós não tivéssemos essa redução de IPI, provavelmente a história da indústria automotiva brasileira em termos de desempenho neste ano teria sido terrivelmente pior", afirmou.

No acumulado de janeiro a maio foram vendidos 1,15 milhão de veículos novos, 0,1 por cento abaixo do volume comercializado no mesmo período do ano passado.

De acordo com o vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, graças à redução do IPI o Brasil será um dos poucos países, ao lado de China e Alemanha, a registrar crescimento das vendas de veículos em 2009.

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