Anfavea tenta negociar com ministério mudanças na Cofins

Dirigentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estiveram hoje no Ministério da Fazenda para negociar mudanças na forma de cobrança da nova Cofins, que passará a vigorar a partir de fevereiro com uma alíquota de 7,6%. Após se encontrar com o ministro interino da Fazenda, Bernard Appy, e dirigentes da Receita Federal, o presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho, disse que os fabricantes estão muito preocupados com o impacto da nova Cofins para o setor.Carvalho evitou fazer qualquer comentário sobre as negociações com a equipe econômica. "Temos um regime monofásico e viemos levantar algumas questões de interpretação", limitou-se a dizer o empresário, que não quis nem mesmo revelar qual será o aumento da carga tributária do setor com a nova Cofins.Segundo antecipou a Agência Estado na última segunda-feira, a Receita Federal está estudando a possibilidade de fazer ajustes na legislação da nova Cofins para os setores cuja cobrança de tributos é feita de forma monofásica - feita de uma só vez e numa única etapa da cadeia produtiva - como o automotivo e os de medicamentos, cosméticos e pneus. Para esses setores, a Cofins não cumulativa poderá representar aumento de carga.Uma das principais preocupações do governo é com o setor de medicamentos. A Anfavea apresentou um estudo à Receita Federal sobre o problema, que está sendo agora analisado por técnicos do governo. Na semana passada, representantes da entidade já tiveram reuniões com o governo para tratar do assunto.

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