Anfitriões reforçam a campanha contra racismo

Mensagens de integração racial terão destaque na 6.ªfeira

Almir Leite, ENVIADO ESPECIAL, CIDADE DO CABO, O Estadao de S.Paulo

02 Dezembro 2009 | 00h00

A campanha contra o racismo que a Fifa promove há alguns anos vai ter um reforço importante na sexta-feira, durante a cerimônia do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2010, desta vez com a entusiasmada ajuda do Comitê Organizador da competição.

O evento será marcado pela mensagem da integração racial tanto nos discursos como na presença física de alguns convidados. A loira atriz sul-africana Charlize Theron foi escalada como apresentadora do sorteio. Outro convidado de grande destaque simbólico é Makhaya Ntini, o primeiro jogador negro a atuar numa equipe sul-africana de críquete.

A Fifa divulgou ontem a lista de convidados. Também estarão no Centro de Convenções da Cidade do Cabo o jogador inglês David Beckham, figurinha fácil em eventos fora de campo, e o corredor etíope Haile Gebrselassie, bicampeão olímpico nos 10 mil metros e recordista mundial da maratona, entre outros títulos. John Smit, capitão da equipe da África do Sul campeã mundial de rúgbi, e Matthew Booth, ex-integrante dos Bafana Bafana, também estarão na plateia.

Theron vai ser a "ajudante"" do secretário geral da Fifa, Jerome Valcke, durante o sorteio. Em 2004, ela ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação no filme Monster, Desejo Assassino e se tornou uma das compatriotas mais admiradas pelos sul-africanos.

Os ex-jogadores de futebol convidados oficialmente são o alemão Franz Beckenbauer, o francês Michel Platini (atual presidente da Uefa), o português Eusébio e o camaronês Roger Milla. E o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, mentor e articulador da ideia de realizar a Copa no país, vai ter uma mensagem exibida nos telões.

Festa à parte, a preocupação notória dos anfitriões da Copa é com a questão da segurança. Em todas as entrevistas envolvendo pessoas que participam direta ou indiretamente da organização é o assunto principal. O esforço para tentar tranquilizar os pelo menos 450 mil estrangeiros que, espera-se, devem visitar o país que registra 50 assassinatos diários, é grande. Serão exibidas as ações que estão sendo feitas e os progressos registrados.

Ontem, o próprio presidente do país, Jacob Zuma, tomou a iniciativa de pedir que seus compatriotas sejam "amáveis"" com os estrangeiros."Acolham bem os visitantes, tratem-os com atenção"", disse. "Esperamos que todos aqueles que vierem aqui regressem a seus países sem a menor reprovação.""

Na Cidade do Cabo, que dá os últimos retoques para a cerimônia de sexta-feira com trabalhos como a limpeza das ruas e sinalização viária, percebe-se a amabilidade das pessoas em cada gesto. Mas também é comum o estrangeiro ouvir a seguinte recomendação: em qualquer local é preciso cuidado, sobretudo à noite.

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