Angelina Jolie faz apelo pela Somália em cerimônia da ONU

A atriz Angelina Jolie apareceu de surpresa nesta segunda-feira em uma cerimônia do Acnur (agência da ONU para refugiados) e fez um apelo em nome dos somalis que fogem em embarcações superlotadas da guerra em seu país.

STE, REUTERS

03 de outubro de 2011 | 19h43

A cerimônia em Genebra homenageava a entidade iemenita Sociedade pela Solidariedade Humana e seu fundador, Nasser Salim Ali al-Hamairy, que receberam a edição deste ano do Prêmio Nansen por seu "dedicado serviço a fornecer uma assistência salvadora a milhares de refugiados e migrantes que chegam às costas do Iêmen todos os anos."

Jolie, que em dez anos como embaixadora honorária do Acnur viajou a 40 regiões conflagradas, destacou a importância dessa ajuda para as pessoas que cruzam o golfo de Áden.

"Não devemos nos esquecer do que está acontecendo nessa parte do mundo. Não devemos nos esquecer como eles estão desesperados quando a única alternativa é se arriscar à morte no mar e colocar suas vidas nas mãos de cruéis contrabandistas", disse Jolie, que subiu ao palco num vestido branco de mangas compridas.

"Os funcionários da Sociedade pela Solidariedade Humana frequentemente arriscam as suas próprias vidas tirando as pessoas do mar. Infelizmente, e com excessiva frequência, eles também enterram os mortos. Mas não há dúvida de que haveria bem menos sobreviventes se não fosse a Sociedade pela Solidariedade Humana e a devoção da sua equipe à humanidade. Nós lhes agradecemos", acrescentou a norte-americana.

A guerra civil da Somália, agravada por uma estiagem que causa um surto de fome, já levou mais de 18 mil somalis a se refugiarem no Iêmen só neste ano, o dobro do que o registrado em todo o ano passado, segundo o Acnur. Pelo menos 120 pessoas morreram na travessia desde janeiro.

O alto comissário da ONU para refugiados, António Guterres, deu a Jolie um broche em reconhecimento ao seu prolongado trabalho para o Acnur. "Ela é a melhor entre os embaixadores da boa vontade que existem no mundo humanitário", declarou, sob aplausos.

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