Annan cobra ação de líderes africanos no Zimbábue

Resultados oficiais das eleições presidenciais ainda não foram divulgados.

Da BBC Brasil, BBC

19 de abril de 2008 | 19h15

O ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan pediu aos governos africanos que façam mais para resolver a crise política do Zimbábue.Mais de 20 dias após o povo do Zimbábue ter ido às urnas para escolher o novo presidente do país, o resultado da eleição ainda não foi divulgado.Annan disse que a situação no Zimbábue é perigosa e perguntou o que os líderes africanos estão fazendo para resolver o problema."É uma situação bastante perigosa", disse o ex-secretário. "É uma crise séria com impacto fora do Zimbábue."Navio chinêsOs comentários de Annan foram feitos no Quênia, onde o ex-secretário ajudou a resolver uma crise eleitoral."Acabamos de passar por uma crise aqui (no Quênia), e nós conseguimos resolver, e eu preciso dizer que o crédito vai para o povo do Quênia, para a União Africana - foi uma solução africana para um problema africano."A crise começou após as eleições presidenciais do dia 29 de março.A oposição ao governo, liderada pelo MDC do líder Morgan Tsvangirai, diz ter vencido as eleições presidenciais, com 50,3% dos votos. Esse percentual daria a vitória a Tsvangirai ainda no primeiro turno. Ele deixou o país, dizendo temer por sua vida.Já o partido governista Zanu-PF, do presidente Robert Mugabe, pede uma recontagem dos votos. Mugabe está no poder desde 1980, ano da independência do Zimbábue.Nas eleições parlamentares, a oposição obteve a maioria, derrotando o partido de Mugabe pela primeira vez.Neste sábado, a comissão eleitoral do Zimbábue começou a recontagem de votos em 23 dos 210 distritos eleitorais. A recontagem pode reverter a maioria obtida pela oposição no Parlamento.A oposição avisou que aceitaria disputar um segundo turno, se fossem garantidas as condições para uma eleição democrática. No entanto, o secretário-geral do MDC, Tendai Biti, disse que o partido não aceita nenhuma recontagem que modifique a composição do Parlamento.Na África do Sul, um navio chinês carregado com armas destinadas para o Zimbábue teve de deixar o porto de Durban.Um tribunal sul-africano negou permissão para que as armas fossem descarregadas e levadas até o Zimbábue.O navio An Yue Juang estaria carregando três milhões de cartuchos de munição, 1,5 mil granadas e 2,5 mil morteiros.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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