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Annan cobra 'medidas firmes' em encontro com Assad

Assad assinalou que cessar-fogo 'depende da interrupção do contrabando de armas e do fim do terrorismo'

REUTERS

29 Maio 2012 | 12h18

DAMASCO - O mediador internacional Kofi Annan disse ao presidente sírio, Bashar al Assad, nesta terça-feira, 29, que são necessárias "medidas firmes" para que um plano de paz seja bem sucedido, incluindo o fim da violência e a libertação de pessoas presas durante o levante de 14 meses contra o regime.

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"O enviado especial conjunto Kofi Annan encontrou-se com o presidente Bashar al Assad nesta manhã para expressar a grave preocupação da comunidade internacional com a violência na Síria, incluindo em particular os eventos recentes em Houla", disse um comunicado do porta-voz de Annan, Ahmad Fawzi.

"Ele afirmou em termos francos sua visão ao presidente Assad de que o plano de seis pontos não pode ser bem sucedido sem passos firmes para encerrar a violência e libertar os presos, e ressaltou a importância da implementação completa do plano", acrescentou o comunicado, após encontro entre Annan e Assad em Damasco.

Assad assinalou que a iniciativa de paz proposta por Annan "depende da interrupção do contrabando de armas e do fim do terrorismo", informou a agência de notícias oficial Sana.

O encontro também contou com a presença do ministro das Relações Exteriores sírio, Walid Muallem, da conselheira de Assad, Buzaina Shaban, do vice-ministro das Relações Exteriores, Faiçal Miqdad, e do porta-voz da Chancelaria, Jihad Maqdisi.

Antes da reunião, o porta-voz Maqdisi disse à imprensa que o regime tinha respeitado o cessar-fogo, "ao contrário da outra parte, que não se comprometeu com o acordo fundamental com a ONU", em alusão aos opositores.

Mais cedo, o Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas disse que menos de 20 das 108 pessoas que foram mortas em um massacre em Houla foram causadas por artilharia e disparos de tanques, e que a maioria foi morta vítima de execuções em suas casas.

Com informações da Efe e Reuters

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