Annan condena explosões em Damasco e pede o fim da violência

GENEBRA - O mediador internacional Kofi Annan condenou as duas explosões ocorridas em Damasco, nesta quinta-feira, 10, e pediu às forças sírias e aos combatentes da oposição que acabem com o derramamento de sangue, cumprindo um acordo de cessar-fogo firmado há um mês.

REUTERS

10 Maio 2012 | 08h50

"Estes atos abomináveis são inaceitáveis e a violência na Síria deve parar", disse Annan em um comunicado emitido em Genebra.

"Qualquer ação que sirva para escalar as tensões e aumentar o nível de violência só pode ser contraprodutiva para os interesses de todos os envolvidos", acrescentou.

Duas grandes explosões mataram 40 pessoas em Damasco nesta quinta, destruindo carros em uma autoestrada movimentada e atingindo um complexo de inteligência do presidente Bashar al Assad, segundo a mídia estatal.

A TV síria culpou "terroristas" pelos ataques realizados durante a manhã, que foram os mais violentos na capital desde o início da revolta contra Assad, há 14 meses. Os prédios oficiais atingidos estão envolvidos com o comando da repressão do governo aos protestos.

Cerca de 9.000 pessoas foram mortas por forças de segurança sírias desde o início dos protestos contra Assad, segundo a ONU, e o governo sírio diz que insurgentes mataram 2.600 policiais e agentes de segurança.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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