Anonymous Brasil derruba sites da PM do Rio e do DF

O grupo Anonymous Brasil derrubou neste sábado os sites da Polícia Militar do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. Em sua conta do Twitter, os hackers deixaram por volta do meio-dia a seguinte mensagem: "Antes que eles comecem com porrada, vamos começar a nossa". O site da PM do Rio de Janeiro já voltou ao ar, mas o do Distrito Federal continua sem possibilidade de acesso.

FERNANDO LADEIRA, Agência Estado

07 de setembro de 2013 | 13h00

Nesta sexta-feira, o grupo também invadiu o site do PMDB e postou um vídeo criticando a atuação da polícia durante os protestos. "Em vez de intimidar, polícia deveria proteger manifestantes de grupos infiltrados", diz a mensagem.

O vídeo afirma que enquanto governos proíbem o uso de máscaras pelos manifestantes, deputados "se escondem" atrás de votos secretos. Ainda na sexta-feira o PMDB tirou o site do ar, que ainda não retornou.

A mensagem já tem mais de 60 mil visualizações no YouTube e convoca os internautas a se manifestarem nas ruas. Eles pedem por mudanças, em vez de "pronunciamentos vazios da Presidente".

Em agosto, Anonymous já havia invadido o site do partido em duas ocasiões. Nas duas vezes, o Anonymous Brasil questionava o governador Sérgio Cabral (PMDB) sobre o paradeiro de Amarildo de Souza, desaparecido desde 14 de julho após ser detido por policiais na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Rocinha.

O dia 7 de setembro está sendo marcado por diversos protestos. Manifestantes já estão nas ruas em cidades de todos os Estados do Brasil. A pauta de reivindicações é ampla, indo desde o combate à corrupção à reforma tributária.

No Rio de Janeiro o clima entre manifestantes e policiais continua tenso, com detenções e tumultos sendo contidos pela PM com bombas de gás.

Em Brasília, um grupo de manifestantes protesta em frente ao Congresso Nacional. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal estima que há cerca de 450 pessoas no local. A PM do Distrito Federal reage com spray de pimenta toda vez que algum manifestante toca em algum soldado posicionado na barreira em frente ao Congresso.

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