ANP conclui investigação e mantém proibição à Chevron

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou nesta terça-feira ter concluído as investigações sobre o vazamento no campo de Frade, operado pela petrolífera norte-americana Chevron na bacia de Campos, e acrescentou que a companhia segue proibida de perfurar no local.

REUTERS

13 Março 2012 | 17h29

Segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, a agência diverge da Chevron sobre as causas do vazamento.

Ela não deu detalhes sobre as conclusões das investigações, mas disse que a ANP ainda não foi convencida de que não há mais riscos de operação por parte da Chevron em Frade, e por isso a companhia continua impedida de perfurar no local.

A nova diretora-geral disse que a Chevron terá amplo espaço para se defender no caso --o principal executivo da companhia disse nesta terça-feira, nos EUA, que espera ter um tratamento "justo" no Brasil.

A diretora acrescentou ainda que acredita que a Chevron conseguirá mitigar os problemas que a impedem de perfurar no Brasil.

O vazamento de ao menos 2,4 mil barris de petróleo no campo de Frade, em novembro, resultou na abertura de processos judiciais contra a Chevron, em autuações e pedido de indenização no valor de 20 bilhões de reais.

NOVA RODADA

Chambriard disse também que ainda não conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre a realização de uma nova rodada de licitação de blocos de petróleo.

Ela acrescentou que a agência aguarda a aprovação do governo para seguir com o próximo leilão.

A diretora afirmou ainda que a ANP buscará uma descentralização da exploração de petróleo no Brasil, com produção hoje concentrada no Sudeste.

Segundo Chambriard, estudos da ANP apontam acúmulo de gás para ser explorado em várias partes do Brasil.

(Por Sabrina Lorenzi e Jeb Blount)

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