Antes azedo, agora doce

Fazer compota de limão não tem segredo. "É muito simples", assegurou o chef Jefferson Rueda, do Pomodori (R. Dr. Renato Paes de Barros, 534, Itaim Bibi, 3168-3123).Veja também: Receita, passo a passo, de compota de limão, de Jefferson RuedaCom o limoncello até a nonna fica alegrinhaEncantos no vidro de azeiteEstrelinhas de manteigaUm trabalho valioso e doce Pimenta de morder Ela é a cara do NatalMas como a escala de simplicidade costuma variar nas comparações entre cozinheiros profissionais e amadores, o jeito foi tentar tirar a prova na prática. E neste caso, a escala não variou.A compota é bem pouco exigente, apenas requer tempo e atenção. No fim, a recompensa surge na forma de limões perfumados, bons para comer com doce de leite, queijo, sorvete e na massa – modo como Rueda usa a conserva no restaurante."Esta é uma receita bem antiga, ainda muito popular no interior. Dá para substituir o limão por laranja. Com kinkan fica ótimo", diz Jefferson Rueda.A compota só leva as cascas dos limões (siciliano, taiti, cravo...) e, claro, não convém desperdiçar o suco. Ele pode virar bolo, torta e, se estiver calor, uma bela limonada. NUNCA FOI BOM ESPREMER UNS LIMÕESEscolhidos os limões, tirar o suco é a tarefa mais "árdua" de todo o processo – especialmente quando se descobre que seu espremedor está quebrado. Mesmo assim, apertar 10 ou 20 limões não é nenhuma tragédia. Longe disso, a atividade é um aromatizador natural de ambientes (e de mãos!). Por um longo tempo a cozinha ficou com um cheiro de coisa boa no ar.Depois de ferver as cascas até ficarem macias, retirar a polpa foi, acreditem, bem relaxante. Dá para se imaginar tirando miolo de limão por horas... Depois é só preparar a calda, esterilizar o vidro (fervendo-o em uma panela grande com água), arrumar as metades e despejar calda por cima. O chef estava certo: fazer compota de limão não é só fácil. É muito bom (e um presente adorável).

Cíntia Bertolino,

10 de dezembro de 2009 | 12h36

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