Antes de arrendar, informe-se

Segundo consultor, investimento é seguro, porém analisar todas as modalidades de contrato é fundamental

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2008 | 02h37

A recomendação do consultor Alexandre Barbosa Leite, de uma empresa de consultoria de Bragança Paulita (SP), é que um profissional analise o contrato. "Além disso, deve-se visitar produtores que já tenham parceria e avaliar todas as modalidades." Também sugere buscar informações em outras regiões. "É um investimento seguro, mas é bom se informar." O conselho foi seguido pelo produtor Hélio Godinho da Silveira Filho, de Tapiraí (SP). Antes de procurar uma empresa, ele conversou com produtores. Hoje, Godinho tem 196 hectares arrendados. O contrato é de 14 anos e ele recebe, por mês, de R$ 330 a R$ 500/hectare/ano. "Estou aprendendo sobre o manejo para, no futuro, plantar por conta própria." O arrendamento rural é a modalidade de fomento mais comum, diz o engenheiro florestal Hernon José Ferreira, gerente de uma empresa madeireira que possui 8.400 hectares de parceiros. Nesta modalidade, a empresa paga pela terra e o contrato dura normalmente 14 anos. "A partir do terceiro corte, pode-se renovar o contrato." A empresa fornece mudas e cuida de todo o manejo. Em média, o produtor recebe R$ 495/hectare/ano. DIVERSIFICAÇÃO O que atrai produtores no fomento florestal é a possibilidade de diversificar a produção na propriedade, diz o gerente-executivo de outra indústria, Luiz Cornacchioni. A empresa tem 80 mil hectares em parceria com 1.150 fomentados. Ela dá mudas e assistência técnica e financia o plantio. O produtor paga em madeira. No Paraná, outra empresa tem como parceiros pequenos produtores, diz o gerente da Unidade Florestal no Estado, Carlos Mendes. Em parceria com a Emater-PR, a empresa doa mudas e fornece insumos. O produtor conduz o plantio. "Incentivamos que o proprierário utilize até 30% da área útil com floresta." Outra modalidade usa financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora), para o plantio de 1 hectare. A empresa solicita recursos ao agente financeiro e o produtor paga em madeira, no fim do contrato. A modalidade escolhida pelo produtor Geraldo Speltz, que possui plantios em Imbaú e Tibagi (PR), foi a troca de mudas por madeira. Ele cultiva 300 hectares de pinus e eucalipto e, desde 2007, planta mudas de pinus e clones de eucalipto fornecidos pela empresa. Em troca, entregará 18 toneladas de madeira após oito anos. A madeira pagará o plantio de 1 hectare, que leva 1.600 mudas. "A vantagem é que o material genético tem sempre a mesma qualidade."

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