Antevendo a vitória, Romney se volta contra Obama

Aproximando-se da indicação do Partido Republicano à Casa Branca, o pré-candidato Mitt Romney voltou na sexta-feira suas baterias para o cenário da eleição geral, atacando a gestão do presidente Barack Obama à frente da economia.

STEVE HOLLAND, REUTERS

30 Março 2012 | 20h18

Iniciando cinco dias de eventos em Wisconsin, Estado que pode ser crucial na disputa partidária, Romney ignorou seus três rivais internos e tentou se posicionar como o candidato presuntivo do partido para enfrentar Obama na eleição geral de 6 de novembro.

Uma nova pesquisa o coloca à frente do conservador Rick Santorum na eleição primária de terça-feira no Estado. Romney também tem boas condições de vencer as votações em Maryland e em Washington D.C., no mesmo dia, conseguindo uma vantagem quase inalcançável na contagem de delegados para a convenção republicana de agosto.

Segundo o site Real Clear Politics, Romney já acumula 565 delegados dos 1.144 necessários; Santorum soma 256, Newt Gingrich tem 151, e Ron Paul conquistou 66.

Depois das próximas etapas, as atenções se voltam para 24 de abril, quando seis Estados realizam suas escolhas. Romney é favorito em cinco deles, e planeja fazer uma forte campanha também na Pensilvânia, o Estado de Santorum.

Romney lidera as pesquisas em Wisconsin, e recebeu o apoio do influente deputado local Paul Ryan, presidente da Comissão de Orçamento da Câmara. Esse político conservador, cotado para ser candidato a vice-presidente, apresentou Romney num evento na localidade de Appleton.

O pré-candidato, ex-executivo do setor financeiro, disse a simpatizantes que o eleitorado terá uma clara opção a fazer em novembro.

"Ele (Obama) passou os últimos quatro anos lançando as bases para uma nova sociedade centrada no governo. Eu vou passar os próximos quatro anos reconstruindo as bases para a nossa sociedade de oportunidades, liderada por pessoas livres e pela livre iniciativa", afirmou.

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