Antigos rebeldes e devotos vibram com beatificação de arcebispo assassinado em El Salvador

O arcebispo salvadorenho Oscar Romero foi beatificado neste sábado, no último passo antes da canonização, 35 anos depois de ser morto a tiros no altar por um grupo extremista de direita por denunciar a opressão dos pobres pela ditadura militar do país.

REUTERS

23 Maio 2015 | 16h32

Católicos Romanos de todo o mundo misturaram-se a antigos rebeldes marxista da brutal guerra civil de El Salvador na multidão de mais de 250 mil pessoas que reuniu-se na capital para celebrar o sacerdote que confrontou o governo apoiado pelos Estados Unidos.

O cardeal Angelo Amato, enviado pelo papa Francisco, comandou a cerimônia, após décadas de debates sobre se Romero havia rejeitado a doutrina da igreja ao apoiar rebeldes radicais de esquerda.

A camisa ensanguentada que ele usava quando foi morto desfilou entre a multidão. Muitos disseram esperar que a beatificação de Romero possa inspirar a paz em El Salvador, um país assolado por disputas entre gangues desde que a guerra terminou em 1992.

"Eu costumava segurar a mão dele e abraçá-lo todos os domingos depois da missa", disse Virginia Sanchez, de 87 anos, que foi membro da congregação de Romero. "Agora estamos felizes, porque ele vai orar por nós e por esta violência que estamos vivendo."

O caminho de Romero para a santidade foi paralisado durante os papados de João Paulo 2º e Bento 16, mas o papa Francisco reiniciou o processo em 2013 e declarou-o mártir este ano.

(Por Nelson Renteria)

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