Anúncio "imoral" de remédio para impotência irrita chineses

A propaganda de um remédio contra aimpotência com "propriedades milagrosas" para que os executivospossam conquistar suas secretárias e clientes tem escandalizado osinternautas chineses, informa a agência Xinhua.Os fóruns de discussão da internet ficaram cheios nesta semana decomentários de usuários criticando a "imoralidade" do anúncio e dastelevisões que o veiculam, que já receberam uma denúncia formal.O remédio "Sheng Di Mei Li Jian" (literalmente, "a atração dadureza do imperador sagrado") é anunciado como uma substância parater sucesso nos negócios com o sexo feminino, sejam subalternas ouclientes.A propaganda mostra executivos chineses em situações diferentes,explicando as vantagens do produto e olhando maliciosamente parasuas secretárias.No comercial, um colega de trabalho pergunta a um homem denegócios de meia idade: "Senhor Zhao, como conseguiu assinar estecontrato?"."Para tratar com este tipo de cliente feminino, tenho meustruques", responde Zhao, mostrando uma caixa do remédio. "Todo osegredo está aqui", diz."Este anúncio é de muito pouca vergonha. Para tudo existe umlimite moral. (O anúncio) utiliza situações sexuais como umaatração", critica um internauta no fórum popular "mop.com".A propaganda, que dura 10 minutos e é veiculada a partir dameia-noite, foi retirada do canal de televisão regional da provínciade Shanxi, mas ainda pode ser assistida em outros canais dasprovíncias de Shaanxi e de Hebei (todas no norte da China).O diretor comercial da Shanxi Television, chamado Gao, disse aosite de notícias "Sina.com" que a Direção de Indústria e Comércio daprovíncia e a de Rádio e Televisão estão investigando o caso. Gao não explica como um anúncio deste tipo passou pelo estritocontrole do governo, que tenta evitar a todo custo os conteúdos quepossam "corromper" as mentes de seus cidadãos. Uma lei de 2004 estabelece que todas as propagandas "devemobedecer à construção de uma moral socialista", além de "beneficiara saúde mental do povo", e proíbe a publicidade de conteúdopornográfico ou sexual - o que afetou os preservativos, apesar daincidência da aids. O anúncio diz ainda que o remédio "é um produto necessário parahomens que fazem viagens de trabalho" e mostra, em outro momento,uma mulher se insinuando para um executivo que acaba de consumir asubstância. O "remédio", importado dos Estados Unidos e distribuído pelaCompanhia de Ciência Biológica de Pequim, é descrito na publicidadecomo "um bom presente entre executivos", já que "com este produtoconquistará sua secretária ou cliente". Durante a madrugada, as televisões chinesas mostram váriosanúncios sobre produtos milagrosos que, por exemplo, prometem aumentar otamanho dos seios e a altura dos homens.

Agencia Estado,

28 de agosto de 2006 | 14h22

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