Anvisa emite alerta contra hormônio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu recomendações aos médicos que receitam e às mulheres que utilizam anticoncepcionais que contêm o hormônio drospirenona. O objetivo é avaliar com mais atenção o aparecimento de eventuais reações adversas, mesmo as que estão previstas na bula do medicamento.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2011 | 03h02

Os profissionais devem conversar com suas pacientes sobre as possíveis reações e os sintomas de tromboembolismo venoso e pulmonar. Se elas forem observadas, o médico deverá registrá-las no sistema Notivisa, disponível no site da Anvisa.

Já as mulheres, afirma a agência, devem seguir atentamente a recomendação de seu médico e, no caso de ter reações adversas, comunicá-lo imediatamente.

Alerta. A Anvisa ainda não concluiu um parecer definitivo sobre o medicamento e decidiu fazer o alerta depois que estudos internacionais indicaram que o uso do hormônio drospirenona aumenta o risco de tromboembolia pulmonar e formação de coágulos sanguíneos.

Duas pesquisas, divulgadas na semana passada pela publicação médica British Medical Journal, relataram que mulheres que usam contraceptivo oral com drospirenona têm de duas a três vezes mais chances de ter trombose venosa em comparação a mulheres que usam anticoncepcionais com outro hormônio, levonorgestrel.

A Anvisa também levou em contra outro estudo, financiado pela a agência responsável por medicamentos e alimentos nos Estados Unidos (FDA, sigla em inglês) e divulgado na semana passada, que avaliou os riscos do uso de contraceptivos hormonais em cerca de 800 mil mulheres americanas.

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