Anvisa monitora casos por meio de rede da OMS

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanha a contaminação na Europa por meio da rede Infosan, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o órgão, até agora não há nada que indique a necessidade de adoção de medidas especiais.

Mariana Mandelli, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2011 | 00h00

A probabilidade de o surto causado pela bactéria E.coli chegar ao Brasil é pequena, tendo em vista que o consumo de alimentos frescos normalmente é local. É o que diz o infectologista Expedito Luna, da Universidade de São Paulo (USP). "Por enquanto, acho que é pouco provável."

Segundo Luna, também é reduzida a possibilidade de que alguém infectado pela bactéria na Europa traga a doença ao Brasil. "Pode acontecer de alguém doente chegar aqui, mas essa pessoa precisaria contaminar os alimentos." Ou seja, na prática, o doente teria de manusear um alimento que seria consumido por outra pessoa.

Mesmo restrita à Europa, a contaminação causa prejuízos dentro das fronteiras da União Europeia. Só na Alemanha, o consumo de legumes caiu 90% nas últimas duas semanas, provocando perdas diárias de ? 2 milhões aos produtores rurais.

O problema também gera uma crise comercial na Europa. Produtores de pepinos orgânicos de duas propriedades rurais da Espanha chegaram a ser acusados de ser os responsáveis pelo contágio. No entanto, pacientes que não haviam ingerido o alimento importado também apresentaram os sintomas, informação que ampliou o mistério sobre a origem da bactéria.

Ontem, a assessora de Agricultura e Pesca do governo espanhol, Clara Aguilera, provou pepinos de uma plantação sem agrotóxicos para provar que não havia risco de contaminação. / COLABOROU ANDREI NETTO

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