Ao lamentar morte de Chávez, Dilma diz que nem sempre concordou com ele

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é "uma perda irreparável" para a América Latina, mas lembrou que o governo brasileiro nem sempre concordou integralmente com o líder socialista.

Reuters

05 de março de 2013 | 22h44

Chávez morreu nesta terça após uma batalha de quase dois anos contra o câncer.

"Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou integralmente com o presidente Hugo Chávez. Porém, hoje, como sempre, nós reconhecemos nele uma grande liderança, uma perda irreparável e, sobretudo, um amigo do Brasil", afirmou a presidente antes de pedir um minuto de silêncio durante congresso de trabalhadores rurais em Brasília.

O líder socialista de 58 anos, que governou a Venezuela por 14 anos, morreu apenas duas semanas depois de ter voltado a Caracas após uma longa internação em Cuba, onde foi operado quatro vezes.

"O presidente Hugo Chávez deixará no coração, na história e nas lutas da América Latina um vazio. Lamento como presidente da República e como uma pessoa que tinha por ele grande carinho. Além de liderança expressiva, o presidente Chávez foi um homem generoso. Generoso com todos aqueles que, neste continente, precisaram dele", afirmou Dilma.

Mais tarde, em nota oficial divulgada pela Presidência da República, Dilma voltou a manifestar pesar em nome do governo brasileiro pela morte de Chávez e reiterou os elogios feitos no discurso de mais cedo.

"As transformações econômicas, sociais e políticas que Chávez conduziu, nos últimos 14 anos, na Venezuela, fizeram desse grande líder a mais importante referência da história daquele país", disse.

"Hugo Chávez viverá na memória de venezuelanos, brasileiros e latino-americanos e será uma eterna referência para toda a América Latina", acrescentou a presidente, que exaltou o papel de Chávez, a quem chamou de "grande amigo", no fortalecimento do continente.

Já o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou em nota, também lamentando a morte do líder socialista, que a Venezuela sob o comando de Chávez viveu "processo sem precedente histórico de aproximação com o Brasil".

"O presidente Chávez será lembrado como o líder venezuelano que maiores vínculos teve com o Brasil e que maior contribuição deu aos esforços de integração regional", disse Patriota.

(Por Tiago Pariz; reportagem adicional de Ana Flor e Eduardo Simões)

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