Aos 49, Palmeiras evita vexame

No último lance, Cleiton Xavier garante a vitória sofrida, de virada, sobre o lanterna Sertãozinho por 3 a 2

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

09 de março de 2010 | 00h00

Faltou futebol, mas na insistência o Palmeiras conseguiu superar o lanterna Sertãozinho e evitar mais um vexame. De virada e no último lance, aos 49 minutos do segundo tempo, fez 3 a 2 e voltou a vencer após duas derrotas no Campeonato Paulista. Com 19 pontos, segue na briga por uma das vagas na semifinal.

Não adiantou jogar em estádio diferente e tentar fugir da pressão da torcida: o desempenho do time ainda segue ruim. Na manhã chuvosa de sábado, o Palmeiras chamou a Federação Paulista de Futebol para pedir o adiamento do confronto ? o gramado do Palestra Itália estava encharcado. Como o estádio começaria no domingo a receber a montagem do palco para o show dos Guns N" Roses, que será realizado no sábado, o clube resolveu jogar na Arena Barueri. Mas a má atuação seguiu como regra da equipe.

A última quarta-feira foi de vaias no Palestra, com a derrota por 3 a 1 para o Santo André. Diego Souza ameaçou sair do Palmeiras e Marcos falou em abandonar a carreira em dezembro. Ontem, o suspenso meia não esteve em campo, mas o goleiro estava lá para, mais uma vez, ser vazado ? e com mais uma falha.

Antônio Carlos ainda não conseguiu dar padrão ao time. Em poucos dias, promoveu mudanças na comissão técnica e demitiu o preparador físico Omar Feitosa. A lentidão era um dos principais problemas da equipe. Ontem, ela não começou diferente e demorou para armar as jogadas e chegar ao ataque. Mas foi em um contra-ataque, na correria, que o Palmeiras chegou ao gol. Pierre lançou Lenny para fazer 1 a 0.

O Sertãozinho havia vencido apenas uma vez na competição e, na teoria, seria a presa perfeita para o Palmeiras recuperar a confiança. Em campo, porém, os jogadores de verde erraram fundamentos básicos. A partir de hoje, quando começam os treinos em Itu, Antônio Carlos vai ter de ensinar passe, chute, como dominar uma bola... Tudo o que o time errou em Barueri.

No segundo chute de perigo do adversário, Marcos não chegou até a bola certeira de Mendes, aos 40. Aos três minutos do segundo tempo, o goleiro falhou no fraco arremate de Tiago Silvy e, em seguida, numa dividida com o mesmo atleta, o árbitro Raphael Claus viu um pênalti que não existiu. Ricardo Lopes cobrou bem.

Com a pressão exercida no tempo restante, o Palmeiras demorou para conseguir um resultado. O atacante Ivo balançou as redes, mas estava impedido. Quando Cleiton Xavier subiu mais do que os adversários aos 38 minutos, aí, sim, o gol valeu. No fim, três jogadores apareceram livres para conseguir a virada. Danilo armou para o chute, mas Robert o atrapalhou. A bola voou para fora e parecia que o empate seria o mais justo. Mas, aos 49, Cleiton Xavier conseguiu o gol salvador: 3 a 2.

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