Apagão deixa 940 mil sem luz no Estado do Rio

Pelo menos 940 mil moradores do Estado do Rio ficaram sem luz por até uma hora e meia, hoje de manhã, devido a problemas em duas linhas de transmissão de energia de Furnas, empresa de geração e transmissão de energia vinculada ao governo federal.

FÁBIO GRELLET, Agência Estado

24 de janeiro de 2012 | 19h15

Segundo Furnas, uma poda de árvores em Lídice, distrito do município de Rio Claro, no Sudeste do Estado, provocou um curto-circuito e causou o desligamento de dois circuitos de 500 quilowatts, nas linhas Angra - São José e Adrianópolis - São José. Essas linhas alimentam a Subestação São José, situada na Baixada Fluminense. O desligamento dos circuitos, ocorrido às 10h41, deixou sem luz 840 mil clientes da Light, concessionária responsável pelo fornecimento de luz ao município do Rio e a parte da Baixada Fluminense, e pelo menos 100 mil moradores de Duque de Caxias (Baixada Fluminense), atendidos pela Ampla, outra concessionária de energia.

Segundo Furnas, não houve danos aos equipamentos, as linhas de transmissão foram imediatamente liberadas para reenergização e o abastecimento logo começou a ser restabelecido. A energia voltou primeiro na Ilha do Governador, depois na Baixada Fluminense e, por fim, nos demais bairros da zona norte do Rio. A situação dos clientes da Light foi totalmente regularizada por volta do meio-dia. Segundo a Ampla, o fornecimento de energia em Duque de Caxias foi restabelecido às 11h36.

No Rio, o Metrô, a Supervia e o aeroporto do Galeão também foram afetados. Estações de metrô da linha 2, entre Inhaúma e Pavuna, na zona norte, ficaram fechadas das 10h34 às 11h29. Um trem da Supervia parou na estação São Francisco Xavier, no ramal Deodoro, e teve que ser esvaziado. O aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador (zona norte), sofreu queda de energia às 12h05 e os geradores foram acionados imediatamente.

Em razão do apagão, a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, situada no município da Baixada Fluminense, emitiu uma fuligem preta que assustou funcionários. Segundo a petrolífera, essa reação do sistema é habitual quando ocorrem interrupções do fornecimento de energia, e não representam perigo.

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