Aparecido: acordo com centrais garantiu atos pacíficos

O chefe da Casa Civil do governo de São Paulo, Edson Aparecido, avaliou nesta quinta-feira que uma série de reuniões feitas entre a administração estadual e representantes sindicais asseguraram que as manifestações para o chamado Dia Nacional de Lutas transcorreram de maneira tranquila. De acordo com Aparecido, há dez dias ele vem se reunindo com líderes sindicais para organizar como o protesto seria realizado.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

11 de julho de 2013 | 20h13

"Ontem (10) me reuni com o Juruna (secretário-geral da Força Sindical). Conversamos para não ter nenhum problema em nenhum sentido nas manifestações. Esse contato antes foi decisivo. Os movimentos dessa vez tiveram uma diferença. Há 20 dias, foram mais espontâneos, não tinham líderes. Agora, foram as centrais sindicais, você tem mais claro com quem conversar, facilitou em geral", avaliou o secretário ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

De acordo com ele, o próprio governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), concordou que os protestos ocorreram com "tranquilidade". Segundo Aparecido, parte da estratégia comum traçada com os líderes sindicais previu que não seriam bloqueadas vias importantes da cidade. "Queremos que se garanta o direito de manifestação, mas que não se interrompa o direito de ir e vir", afirmou.

"A cada ponto da manifestação tínhamos um policial e um representante sindical, além disso, o metrô e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tiveram uma decisão judicial que nos auxiliou", disse, sobre a liminar da Justiça do Trabalho emitida nesta quarta-feira, que impedia a paralisação geral nas redes de transporte sobre trilhos. Aparecido minimizou os bloqueios ocorridos em algumas rodovias no Estado de São Paulo. "Quase todos foram desobstruídos rapidamente, não demorou muito. Quem desobstruiu foi a Polícia Militar combinada com os próprios movimentos", afirmou.

Agenda

Alckmin passou o dia no Palácio dos Bandeirantes, em seu gabinete. Ele não teve agenda pública e se manteve no Palácio realizando despachos internos e audiências previamente agendadas. De acordo com Aparecido, todas as ações estavam previstas. Ele negou que Alckmin tenha cancelado a agenda pública em função das manifestações. "Ele ficou aqui, tínhamos uma série de coisas para discutir, e tinham audiências pré-agendadas. Eram coisas previstas", disse.

Na parte da manhã, o governador reuniu-se com o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira. No início da tarde, ele teve uma reunião com Aparecido. A assessoria do Palácio dos Bandeirantes não divulgou a agenda do governador para esta quinta, como costuma fazer todos os dias. Procurada, a equipe confirmou que Alckmin passou o dia tratando de despachos internos em seu gabinete. De acordo com eles, "Alckmin teve a agenda cheia de despachos internos e foi atualizado em tempo real sobre as manifestações por diversas fontes, como o secretário de Segurança Pública, a Polícia Militar, a equipe de comunicação, entre outros".

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