Apartamento onde mãe e filhos morreram terá nova perícia

O Instituto de Criminalística de São Paulo realizou, na manhã desta sexta-feira, 20, nova vistoria no apartamento da família que foi encontrada morta no município de Ferraz de Vasconcelos, em SP, na última terça-feira, 17. A pedido do delegado Itagiba Vieira Franco, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a perícia analisou o sistema de gás do prédio para identificar possíveis vazamentos que possam ter causado os óbitos.

EDGAR MACIEL, Agência Estado

20 de setembro de 2013 | 15h31

O vazamento é a nova hipótese investigada pela Polícia Civil para as mortes da auxiliar de enfermagem, Diná Vieira da Silva, de 42 anos, e de seus quatro filhos, de 7, 11, 12 e 16 anos. Outra hipótese é de que eles tenham morrido por envenenamento após o consumo de um bolo e de suco. Essa suspeita levou a Justiça a decretar na terça a prisão temporária por 30 dias do namorado de Dina, o boliviano Alex Guinones Pedraza, de 33 anos. Pedraza está detido na Cadeia Pública de Suzano, região metropolitana de São Paulo.

Segundo o delegado Franco, a requisição de uma nova perícia foi feita após o depoimento de moradores do prédio que relataram casos antigos de vazamento de gás. "Precisamos averiguar todas as hipóteses antes de seguirmos com as investigações. Até a próxima semana já teremos os laudos da perícia para analisar", disse. Segundo o delegado, Pedraza seguirá preso até o que o resultado da perícia seja conhecido.

Ex-moradora

Uma ex-moradora do apartamento onde foram encontrados mortos a mulher e seus quatro filhos reforçou as suspeitas de asfixia por vazamento de gás. Na quinta-feira, 19, Viviane Nascimento, de 20 anos, contou à polícia que passou mal no dia 3 de junho. Ao acordar, viu seu marido, Lucas Nascimento, de 23, morto. Ela disse que estava grávida à época e que perdeu o bebê no 7º mês de gestação.

Ela contou que tomava banho quando começou a sentir tontura. "Na época, não passou isso (vazamento de gás) pela minha cabeça. A gente tinha acabado de alugar (o apartamento)". Segundo Viviane, o marido a ajudou a se deitar e, quando acordou, às 3 horas da manhã, ele já estava morto, com vômito sobre o corpo. Ela abortou no hospital. O caso foi registrado na polícia como morte suspeita e será investigado. Uma primeira análise mostrou que o coração do marido de Viviane estava inchado.

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