Apec aprova medidas para segurança energética e alimentar

Líderes assinam acordo para combater o aquecimento mas não definem metas para corte de emissões

Efe,

09 de setembro de 2007 | 11h07

O Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) aprovou neste domingo, 9, medidas para cooperação em matéria de segurança, energia, alimentos e saúde, depois que os líderes assinaram um acordo para combater o aquecimento global e a China se comprometeu a melhorar a qualidade de suas exportações. A segurança em um mercado globalizado é um requisito essencial para o crescimento econômico contínuo e sustentável, necessário para a prosperidade a longo prazo, afirma a declaração final da cúpula. "Todos enfrentamos novos riscos e desafios que ameaçam as pessoas e as economias", destaca o documento, que alerta sobre os perigos do terrorismo, das pandemias, das drogas, dos produtos contaminados e dos desastres naturais. A declaração dos líderes afirma também que "a segurança energética é um requisito para o desenvolvimento de qualquer economia. A demanda na região não faz mais do que crescer, e o Apec deve garantir mercados energéticos eficientes, baseados na abertura comercial". O fórum aprovou ainda a Declaração de Sydney, com a qual, segundo os dirigentes, são corrigidos "os desafios da mudança climática, da segurança energética e do desenvolvimento limpo". No entanto, o documento não estabelece objetivos concretos e obrigatórios para a redução de emissões de gases que intensificam o efeito estufa. Declaração de Sydney Os grupos ambientalistas qualificaram de "papel molhado" a proposta australiana sobre as medidas para combater o aquecimento global. No entanto, o primeiro-ministro australiano, John Howard, anfitrião do encontro, disse que é o primeiro documento sobre o tema assinado por dois dos países que mais emitem gases de efeito estufa, os Estados Unidos e a China, e ressaltou que não se deve esquecer que todos os países precisam de energia para seu desenvolvimento. Os participantes reconheceram que o meio ambiente pode ser gerido só até certo ponto, e que é impossível evitar que ocorram desastres naturais. Por isso, sugeriram uma série de medidas para lutar conjuntamente contra desastres naturais, pandemias e doenças infecciosas, como a aids. Segundo os líderes, também não pode ser controlada completamente a ação terrorista, mas suas conseqüências, e que o Apec está trabalhando na criação de um programa comercial para facilitar a recuperação de uma economia depois de sofrer um atentado terrorista. Quanto aos alimentos, o grupo apoiou uma proposta de ministros para proteger as linhas de provisões e evitar que sejam contaminadas. A proposta foi impulsionada quando os EUA e outras nações do grupo criticaram o governo de Pequim pelas fracas normas de segurança que aplica a suas exportações de alimentos e outros produtos de consumo. No entanto, o documento não cita a China, uma das maiores economias do Apec. Corrupção A declaração final ressalta que a proliferação de redes globais de produção e a integração regional requerem um maior esforço para combater a corrupção e promover a boa governança, com o objetivo de criar um ambiente empresarial previsível. Por isso, os líderes emitiram uma declaração específica com o propósito de "lutar contra a corrupção através de uma melhor cooperação legal internacional", oferecendo cooperação em casos de extradições e acusações, além de assistência legal mútua. Os países do Apec aprovaram também um novo código de conduta para lutar contra a corrupção e apoiar pequenas e médias empresas, que contribuem com entre 30% e 60% para a economia de seus países, mas acabam sendo vias abertas para o desvio de fundos e o enriquecimento ilícito. "A corrupção na região Ásia-Pacífico e em outros lugares tem conseqüências graves e muito comuns que limitam o desenvolvimento econômico, desestimula os investidores e perpetua a pobreza", afirmou o procurador-geral da Austrália, Philip Ruddock, ao anunciar o acordo.

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