Apenas 21 unidades crescem acima de meta para 2021

Apenas 21 escolas de 5.ª à 8.ª séries de todo o Brasil podem ser classificadas como Excelentes, segundo a metodologia da Meritt Informação Educacional. Isso significa que apenas 0,1% das unidades de ensino desta fase cresceram no Ideb, ficaram acima da meta e também com nota superior a 6, o objetivo do País.

PAULO SALDAÑA, Agência Estado

20 de agosto de 2012 | 10h26

No primeiro ciclo, de 1.ª à 4.ª série, a situação é bem melhor. Há no Brasil 3.840 escolas com nível Excelentes, o que representa 11% do total.

A separação por nível não significa dizer que a escola é de excelência no aprendizado, mas, sim, que ela tem feito um ótimo trabalho. Além disso, segundo Alexandre Oliveira, da Meritt, cria uma pressão boa para que escolas continuem evoluindo. "O que uma escola que avançou na nota, está acima de seis, deve fazer? Ela deve subir ainda mais", diz.

Além de pressionar as escolas a manterem um comportamento de contínua melhoria, essa classificação expõe escolas, cidades e municípios que se valem do tímido cálculo para evolução das metas.

Quando o Ideb foi criado, em 2007, as metas até 2021 já foram traçadas para as escolas, cidades, Estados e para o Brasil. Mas elas também variam entre si. Apesar da meta para o Brasil como um todo ser 6, a meta da rede pública, por exemplo, é de 5,7 para 2021. "E essa nota 6 é a média que os países ricos tinham em 2007, quando foi criado o Ideb", completa Oliveira.

Como as metas não são recalculadas a cada edição, algumas escolas, Estados e municípios ficam acima desse parâmetro sem obter nenhum avanço. A Escola de Aplicação da USP, em São Paulo, por exemplo, aparece em primeiro no Estado, com nota acima da meta, mas apresentou queda no Ideb entre 2009 e 2011. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Mais conteúdo sobre:
educaçãoIdeb

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.