Apeoesp não está preocupada com ensino, diz secretaria

Secretaria de Educação lamentou a continuidade da greve dos professores decidida em assembléia

CAROLINA FREITAS, Agencia Estado

27 de junho de 2008 | 20h02

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo lamentou nesta sexta-feira, 27, em nota, a continuidade da greve dos professores, decidida nesta sexta-feira, 27, em assembléia na Avenida Paulista. A secretaria argumenta que, mesmo com o anúncio de reajuste salarial de 12,2%, os professores decidiram manter o movimento iniciado no dia 16, "o que mostra que o sindicato não está preocupado com a qualidade de ensino das escolas paulistas", segundo a pasta.      Veja também: MP-SP abre inquérito para apurar protesto de professores Professores estaduais de São Paulo decidem continuar greve MP entrará com ação de dissídio para professores de SP  Professores em greve bloqueiam faixa da Avenida Paulista Escolas de São Paulo poderão convocar professores eventuais A secretaria reafirmou que professores chamados eventuais foram convocados a cobrir faltas de grevistas para que os alunos não percam as aulas. A pasta reafirmou que o Decreto 53.037, criticado pelos sindicalistas, tem como objetivo melhorar o ensino por meio da redução de transferências e que o aumento anunciado está na Assembléia Legislativa para votação. Para terminar a paralisação, a categoria exige, no entanto, a revogação do decreto e um aumento que eleve os salários a R$ 2 mil.   Protesto   Os professores fizeram uma assembléia de quase duas horas hoje (27) no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. No final da tarde seguiram pela Rua da Consolação até a Praça da República, na região central, onde estavam por volta das 19 horas.   Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), eles ocupam a praça e uma via lateral, que está interditada. Os motoristas que vêm do Centro e precisam acessar a Consolação devem desviar pela Marquês de Itu e seguir pela Amaral Gurgel até a Consolação.   Segundo a Polícia Militar a manifestação reúne 6 mil pessoas. Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), porém, o número chega a 60 mil.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.