Aperto monetário do Fed aumenta volatilidade na economia, diz Tombini

O Brasil espera ver uma maior volatilidade em sua economia quando os Estados Unidos começarem a aumentar as taxas de juros, disse o presidente do Banco Central brasileiro, Alexandre Tombini, neste sábado.

MARINA LO, REUTERS

11 de outubro de 2014 | 18h37

O Brasil vem se preparando para o movimento do Fed, Banco Central americano, por acumular 380 bilhões dólares em reservas monetárias e por manter uma moeda flutuante, disse Tombini em reunião do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington.

"Com o aperto monetário, esperamos ver níveis mais elevados de volatilidade do que no passado. O Brasil vem se preparando para isso", afirmou Tombini.

Os mercados emergentes, incluindo o Brasil, se beneficiaram de uma enxurrada de dinheiro de economias mais desenvolvidas do mundo, que reduziram as taxas de juros para impulsionar os gastos dos consumidores e sair da crise financeira de 2007-2009.

Com a expectativa do Fed de começar a elevar as taxas de juros que estão muito baixas no próximo ano, há preocupações desses fluxos reverterem drasticamente, prejudicando o investimento e desvalorizando moedas de mercados emergentes.

A economia do Brasil caiu em recessão neste ano e sua taxa de inflação atingiu uma máxima de três anos em setembro, elevando-se acima da meta oficial do Banco Central de 4,5 por cento, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais.

Ainda assim, o Banco Central espera que o aumento recente das taxas de juros brasileiras contenham a inflação e diz estar pronto para tomar novas medidas para resolver o problema, se necessário, disse Tombini.

"A situação da inflação está sob controle", disse Tombini. "Nós não vamos ser complacentes. Se necessário, nós sabemos como agir para lidar com essas pressões", acrescentou.

Mais conteúdo sobre:
TOMBINIFEDVOLATILIDADE*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.