Apesar de acordo com UE, Moscou e Kiev ainda divergem sobre gás

A Ucrânia, que aceitou um acordo apoiado pela União Européia (UE) para a retomada do fluxo de gás russo para a Europa, via os dutos ucranianos, ainda precisa enfrentar negociações complicadas com Moscou para garantir o combustível para a sua própria população, no momento em que as temperaturas estão abaixo de zero grau. Para analistas, acordo assinado por Ucrânia, Rússia e UE nas primeiras horas deste domingo não ajuda em nada na solução do problema de Kiev, ou seja, na resolução de uma disputa com os fornecedores russos sobre o preço do gás. Por conta da polêmica, o fornecimento de gás para os ucranianos foi cortado na virada do ano. Oleh Dubyna, executivo-chefe da estatal de energia ucraniana, afirmou que a última rodada de negociações em Moscou não deu em nada. "As conversas agoras tem que continuar num escalão superior", disse ele, depois de uma reunião no sábado com a Gazprom, a estatal russa do gás. Segundo analistas, a Ucrânia não deve esperar o apoio da União Européia, cujo a principal preocupação seria garantir o fluxo do gás russo para os países do bloco. "Seria um erro estratégico contar com a Europa para tirar dos russos um acordo," afirmou à Reuters o especialista Volodymyr Fesenko. "A Europa pode ajudar como um mediador, mas a Ucrânia deve negociar e acordar por conta própria." Kiev diz ter reservas de gás para mais de dois meses de conusmo, mas empresas ucrânianas já cortam o consumo e tentam substituir o combustível.

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