Apesar de desaceleração, Brasil ainda atrai investimento externo

Apesar da desaceleração econômica e da redução nas expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil ainda é um dos mercados preferidos em investimento estrangeiro direto (IED), segundo uma pesquisa da Enrst & Young, divulgada na sexta-feira.

Reuters

10 de agosto de 2012 | 11h18

De um total de 250 executivos globais, 60 por cento disseram que planejam iniciar operações no Brasil em 2013. Na América Latina, o país continua sendo o principal destino de recursos, com a preferência de 78 por cento dos pesquisados.

"Para o investidor externo não existe temor de desaceleração. A perspectiva é de mais crescimento", afirmou o vice-presidente de mercados da Ernst & Young Terco, Mauro Terepins.

Apesar do cenário econômico mundial ser de incertezas, o Brasil registrou um recorde no número de projetos de investimentos estrangeiro direto em 2011, se tornando o segundo destino mais popular e o quinto em termos de números de projetos.

Ainda assim, a projeção do Banco Central é de que haja um ingresso de 50 bilhões de dólares neste ano, enquanto no ano passado o IED somou mais de 60 bilhões de dólares.

DESAFIOS

Mas embora o país ainda seja visto com bons olhos, há problemas e desafios, sendo que os principais apontados pelos participantes da pesquisa são infraestrutura e educação.

Mais de 28 por cento dos pesquisados acreditam que o desenvolvimento da educação teria um maior impacto na atratividade do Brasil.

"Alcançar as metas ambiciosas do governo brasileiro para o crescimento econômico no médio prazo exigem uma mudança no foco do uso da política fiscal de estímulo a demanda para investimentos em infraestrutura e educação, que são as maiores restrições que a economia enfrenta", informou a consultoria em relatório.

PAÍSES

Segundo a consultoria, os Estados Unidos registraram os maiores investimentos no Brasil em 2011, tanto em número de projetos, como em valor e também em criação de empregos. Que segundo a Enrst & Young, é explicado pela proximidade geográfica e acordos econômicos entre os dois países.

Em seguida, aparece o Reino Unido, em número de projetos e valor, enquanto a Espanha, registrou o terceiro maior número de projetos.

A China ficou em quinto em termos de valores investidos no Brasil, atrás da Alemanha.

(Por Roberta Vilas Boas)

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