Apesar de 'ligth', inspeção veicular em SP reprova mais motos

Cerca de 23% das motos foram reprovadas no 1º dia; teste feito em motocicletas só mede emissão de um gás

Fábio Mazzitelli e Fábio Machado, O Estado de C.Paulo

03 de fevereiro de 2009 | 08h49

Das 451 inspeções ambientais realizadas em carros e motos no primeiro dia de funcionamento do programa paulistano em 2009, só 32 veículos foram reprovados, ou 6,75% do total de testes. Só que 22,91% das motos (11 de 48) foram reprovadas e o número poderia ser ainda maior se a Prefeitura não tivesse optado por uma inspeção light desse veículo, levando em conta a emissão só de um poluente.   Veja também: Quem atrasar não será reembolsado Fórum: teve problemas? Mande seu relato  Tire suas dúvidas sobre a inspeção veicular Tabela para cálculo do IPVA  Site para agendar a inspeção Mais informações sobre o programa    A Prefeitura decidiu realizar apenas a medição de monóxido de carbono (CO) pelas motos, desprezando o índice de hidrocarbonetos (HC) no teste. No caso dos carros, a emissão dos dois gases poluentes é levada em consideração. "Se fôssemos levar em conta toda a emissão (incluindo os hidrocarbonetos), reprovaria 80% das motos. Aí não funcionaria (o programa), seria um caos", admite o diretor-executivo da Controlar, Eduardo Rosin. "A gente começa e, com o tempo, vai sendo mais severo", afirma o diretor da Controlar.   Em nota, a secretaria informou que utilizou como parâmetros para definir o teste de motos normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente e do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motocicletas da Cetesb. "Precisa de um levantamento de campo no primeiro ano para que você tenha dados para futuros índices", diz o gerente da Divisão de Engenharia e Fiscalização de Veículos da Cetesb, Homero Carvalho.   A inclusão de toda a frota de motos (cerca de 770 mil) é tida pelo secretário Eduardo Jorge, do Verde e Meio Ambiente, como a principal conquista do programa de inspeção ambiental neste ano. "Uma moto pequena polui por quatro ou cinco carros. Os carros brasileiros passaram por um processo de modernização há mais de dez anos. As motos, não."   Atrasos   O primeiro dia da inspeção veicular foi marcado por grandes atrasos em determinados momentos do dia. A Controlar - consórcio responsável pelas análises na capital - afirmou anteriormente que as pessoas ficariam no máximo 30 minutos nos centros de inspeção. Na manhã de segunda, no entanto, houve filas de até 10 veículos por unidade de inspeção e a espera chegou a 1h10.A empresa aponta a coincidência de placas com o rodízio municipal como a principal razão para os atrasos. Neste mês, serão inspecionados os veículos e motos de placas final 1, exatamente os atingidos  pelo rodízio nas segundas - finais de placa 1 e 2 não puderam circular no centro expandido das 7h às 10h e das 17h às 20h. "Os atendimentos praticamente pararam às 7h30 e depois acumulou um grande volume de veículos depois das 10 horas", diz o diretor executivo da Controlar, Eduardo Rosin.A Controlar optou por atender os veículos que não conseguiram fazer a inspeção por causa do rodízio após o horário marcado. Isso provocou filas e atrasou até mesmo para quem estava no horário. Os funcionários da empresa não organizaram as filas por ordem de agendamento. A Controlar afirma que pode estender a inspeção para os domingos e para o período noturno, caso haja necessidade.

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