Apesar de processos, crescem downloads de música digital

Apesar dos processos judiciais contra internautas que baixam música ilegalmente e dos acordos com sites de distribuição de conteúdo produzido por usuários, como o YouTube, a indústria fonográfica continua perdendo milhões de dólares em vendas devido à pirataria online. Trata-se de uma questão importante para um setor que vem se esforçando desesperadamente para ampliar a receita gerada pelos downloads legais como maneira de compensar a queda na venda de CDs, que diminuiu 23% no mundo entre 2000 e 2006. Para oferecer uma indicação sobre as dimensões do quadro, Eric Garland, da consultoria Big Champagne, estima que 1 bilhão de faixas de música digital sejam trocadas ilegalmente a cada mês. Em comparação, a iTunes Music Store, da Apple, que detém mais de 70% do mercado de download legal de música nos Estados Unidos, vendeu apenas pouco mais de 2 bilhões de faixas desde seu lançamento, em 2003. O problema, segundo representantes da indústria da música, são as chamadas redes de troca de arquivos, como Gnutella e BitTorrent, que conectam milhões de computadores pessoais e permitem que usuários anônimos compartilhem arquivos pela web. Desde que o setor de música começou a ganhar processos contra pessoas físicas, nos últimos anos, o crescimento no número de usuários das redes ilegais de troca de arquivos se desacelerou de maneira significativa, mas ainda assim continua. Russ Crupnik, analista do grupo de pesquisa de consumo NPD, disse que o número de domicílios norte-americanos envolvidos em download de arquivos via redes de troca cresceu 7% no ano passado, enquanto o volume de downloads ilegais aumentou 24%. A Associação da Indústria Fonográfica da América (RIAA, na sigla original), conseguiu fechar algumas das empresas que promoviam sistemas de trocas de arquivos, como Grokster e KaZaa, de 2005 para cá. Mas fechar as empresas que comercializavam os aplicativos nem sempre elimina as redes. "Quem tem o software ainda pode trocar arquivos. As decisões judiciais significam apenas que o software não pode mais ser distribuído pela companhia fechada", disse Wayne Rosso, ex-presidente do Grokster.

Agencia Estado,

07 Fevereiro 2007 | 11h56

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