Aplicação eficiente é medida de economia

Outra forma de economizar em tempos de adubo caro é utilizar o insumo da maneira mais eficiente possível. Na Fundação Mato Grosso, por exemplo, o corpo técnico difunde um programa chamado Programa de Monitoramento de Adubação (PMA). Segundo o engenheiro agrônomo e pesquisador Joel Hillesheim, o programa, adotado desde a safra 1997/1998, baseia-se em aplicação eficiente de fertilizantes, sem excesso nem desperdício, garantindo alta produtividade.''Conforme nossas pesquisas, existem áreas nas quais se pode reduzir a adubação, sem prejuízo da produtividade'', explica o pesquisador, fazendo um alerta, porém: ''O programa preconiza a adubação eficiente. Se há áreas em que se pode reduzir adubação, há outras em que ela deve ser mantida e até aumentada. Cada caso é um caso.''HISTÓRICO DE CULTIVOPara aplicar de maneira correta o programa, é preciso saber, em primeiro lugar, o histórico de cultivo de cada talhão (tempo de cultivo instalado no local); a quantidade de adubo aplicada ao longo do ano; fazer análises de solo e foliar, além de reunir histórico de produtividade da área e fazer observação das condições da lavoura no campo.Uma das constatações da pesquisa é a de que parte do adubo aplicado na terra é absorvida pelos grãos e exportada por eles e parte acaba ficando no sistema, ou seja, no solo.''Só que para saber se restaram nutrientes no solo após cada safra e a quantidade de adubo a ser aplicado antes do próximo plantio deve-se analisar detalhadamente o local e aí implementar o PMA'', diz o pesquisador Hillesheim.A Fundação MT disponibiliza, para produtores e interessados, seus boletins técnicos sobre o Programa de Monitoramento de Adubação, além de realizar várias palestras e dias de campo sobre este e outros assuntos. INFORMAÇÕES: Fundação MT, tel. (0--66) 3439-4100

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