Apoio a causa gay não afeta popularidade de Obama, mostra pesquisa

A manifestação de apoio do presidente Barack Obama ao casamento entre homossexuais inflamou as paixões políticas, mas não melhorou sua popularidade, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na terça-feira.

JEFF MASON, REUTERS

15 Maio 2012 | 17h27

De acordo com a pesquisa, 31 por cento dos norte-americanos veem Obama de forma mais favorável por causa da declaração dele, enquanto 30 por cento passaram a vê-lo de forma menos favorável. Para 40 por cento, o anúncio não alterou a opinião sobre o presidente.

Obama disse que seu anúncio sobre o tema foi uma decisão pessoal, mas ele com isso abriu um intenso debate político, junto com especulações de que isso teria sido uma manobra para ajudá-lo na disputa pela reeleição em novembro.

Mitt Romney, favorito para ser o candidato republicano a presidente, é contra o casamento gay, e não teve como evitar que a questão tirasse o foco dos seus esforços para atacar a atuação de Obama na economia.

A questão do casamento gay é vista de forma muito diferente entre republicanos e democratas. No caso de simpatizantes do partido democrata, 53 por cento passaram a ver Obama de forma mais favorável após o anúncio; entre os republicanos, 56 por cento passaram a vê-lo de forma mais negativa.

Julia Clark, do instituto Ipsos, disse que essa divisão pode ser útil para os republicanos, que historicamente, segundo ela, têm mais sucesso na mobilização de seus seguidores em torno de questões sociais polêmicas.

"A extrema polarização que vemos na clivagem entre democratas e republicanos é (...) bastante substancial", disse Clark.

"Quando vemos os dois grupos separadamente, acho que isso pode definitivamente mexer nas coisas na disputa nos próximos meses, dependendo de quem for capaz de mobilizar mais efetivamente."

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