Wilton Junior/AE
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Após 3 meses de obras, Copacabana Palace reabre

Perto de completar 90 anos, em 2013, o hotel mais famoso do Rio rejuvenesce. Após três meses em reformas, o Copacabana Palace, localizado na zona sul da cidade, reabriu no sábado (22) com novo lobby, novos móveis e ambientes, mas sem perder a aura requintada - marca de sua trajetória desde a inauguração, em 1923.

ANTONIO PITA, Agência Estado

25 de setembro de 2012 | 10h30

A renovação, orçada em R$ 30 milhões, só será totalmente concluída em novembro, quando também os quartos passarão por remodelagem - 60 apartamentos e 90 banheiros já passaram por reparos.

Os hóspedes fiéis e aqueles que sonham um dia conhecer as instalações do hotel podem ficar tranquilos - o luxo continua a reinar nos cômodos. As principais mudanças nas suítes estão na concepção e nos detalhes da decoração, que deram um ar mais contemporâneo ao local.

O olhar mais minucioso poderá captar as inovações nos mobiliários, como os tecidos franceses que revestem cadeiras e sofás, além dos novos tapetes, luminárias e itens de decoração com cores mais claras, linhas retas e também sóbrias.

"A reforma fez do hotel um clássico contemporâneo. A gente não quer perder a tradição nem a decoração clássica, mas agora temos mais leveza, um conceito clean", afirmou a gerente-geral, Andrea Natal.

A obra no edifício principal, tombado desde 2008, só será concluída em novembro. Até lá, o Copacabana Palace vai funcionar em regime de soft opening (abertura parcial). O projeto da reforma foi feito pelo decorador francês Michel Jouannet e a principal preocupação era a ampliação do lobby. Agora com cerca de 80% mais espaço, a entrada do Copa ganhou mezaninos, lounges, um business center e área de espera.

Do projeto original, foram restauradas a porta giratória, de madeira freijó e vidro, além da escadaria de mármore, o lustre suntuoso e o piso.

Venda. Sempre envolto em polêmicas e especulações sobre uma possível venda, o Copacabana Palace teve no último mês um preço estipulado. O dono da rede que o administra, James Sherwood, afirmou que o hotel poderia ser arrematado por R$ 500 milhões. A direção nega a informação e avisa que já planeja outras intervenções para os próximos anos.

"Não estamos à venda nem temos um preço. Estamos em constante renovação, as reformas nunca param e já temos planos para as próximas. Queremos reabrir o teatro e já temos um escopo do projeto", afirmou a gerente-geral.

Fechado desde 1994, o teatro está sendo planejado para receber temporadas de espetáculos e também eventos. A expectativa é de que no próximo ano as obras sejam iniciadas.

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