Após adiamento, PT mostra confiança em apoio do PMDB a Haddad

Dirigentes e lideranças petistas mostraram confiança nesta quarta-feira no apoio do PMDB à candidatura de Fernando Haddad no segundo turno da eleição em São Paulo contra o tucano José Serra, apesar do adiamento do anúncio peemedebista, inicialmente previsto para esta quarta-feira.

Reuters

10 de outubro de 2012 | 20h22

Após reunião para delinear a estratégia do PT no segundo turno das disputas municipais em todo o Brasil na sede do partido em São Paulo, o coordenador da campanha de Haddad, Antonio Donato, sinalizou que o anúncio do apoio do PMDB sairá.

"Da nossa parte, fomos informados que eles vão nos apoiar", disse Donato aos jornalistas.

A oficialização do apoio estava prevista para esta quarta, mas foi adiada pelos peemebistas, que querem apoio do PT ao seu candidato em Natal e uma participação limitada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mauá, cidade do ABC paulista onde os candidatos dos dois partidos se enfrentarão.

Fontes peemedebistas, no entanto, apontaram que a decisão de apoiar Haddad já está tomada e deve ser formalizada na quinta-feira, com a presença do vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB.

Para o deputado federal Paulo Ferreira (PT-RS), membro do diretório nacional do PT, mostrou ter certeza que o apoio virá.

"No caso de São Paulo, não tenho dúvida que o PMDB marchará com Haddad", disse.

Na capital paulista, o PMDB lançou no primeiro turno o nome do deputado federal Gabriel Chalita, que ficou com 13,6 por cento dos votos válidos, o quarto mais votado.

Serra foi o mais votado com 30,75 por cento, seguido de Haddad com 28,98 por cento.

Embora o PT mostre confiança no apoio do PMDB a Haddad, o partido sofreu um revés em outra capital importante, Salvador, onde o PMDB decidiu apoiar ACM Neto (DEM) contra o petista Nelson Pelegrino.

Ferreira garantiu força máxima do partido nas cidades em que o PT tem candidatos no segundo turno, assim como nos municípios onde aliados da legenda estão na disputa.

"A nossa prioridade é tratar das eleições onde o PT e os nossos aliados estão disputando o segundo turno", disse.

"Ficou definido que as cidades onde o PT disputa segundo turno ou onde o PT tem aliados, vamos priorizar 100 por cento as energias do diretório nacional e dos diretórios municipais."

MENSALÃO

O parlamentar fez uma avaliação de que o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual petistas proeminentes, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente da legenda José Genoino, já foram condenados, não deve ter impacto na cena eleitoral.

"Nós temos convicção de que, para o segundo turno, esse assunto (mensalão) será um assunto secundário. Não terá e não será pauta principal", avaliou.

Os dirigentes petistas também foram questionados sobre o crescimento do PSB no pleito deste ano.

O partido, tradicional aliado petista, rompeu com o PT em cidades importantes como Fortaleza, Recife e Belo Horizonte, tendo vencido no primeiro turno nas capitais de Pernambuco e de Minas Gerais. Enfrentará o PT em Fortaleza.

O deputado federal João Paulo Lima, candidato a vice na chapa derrotada de Humberto Costa na capital pernambucana, minimizou eventuais impactos.

"PSB é partido da base. Disputas localizadas não comprometem a relação nacional com o PSB", disse.

(Reportagem de Bruno Federowsk)

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