Após cabo ser baleado, Bope sobe morro e mata 1 no RJ

Policiais do 6.º Batalhão (Tijuca) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) deflagraram hoje uma operação no Morro do Turano e no Morro da Chacrinha, no Rio de Janeiro, para tentar localizar os suspeitos de terem baleado o cabo Ênio Roberto Santiago. Na manhã de hoje, o agente foi alvejado na cabeça ao tentar impedir que um casal tivesse seu carro roubado, na Tijuca, zona norte da capital fluminense. Na operação policial, Lúcio Carlos Rodrigues da Silva, de 31 anos, foi atingido por um tiro de fuzil no peito morreu no Hospital Souza Aguiar.

CLARISSA THOMÉ, Agencia Estado

10 Julho 2009 | 19h55

Santiago trabalhava na segurança do tenente-coronel Alberto Pinheiro Neto, principal assessor do comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Mário Sérgio Duarte. Neto, que esteve à frente do Bope até ontem, não estava no local do tiroteio. O cabo estava no carro descaracterizado da polícia, aguardando Pinheiro Neto, quando viu dois homens anunciarem o assalto a um casal que estava num veículo parado no sinal fechado. Santiago reagiu, mas comparsas dos criminosos fizeram cinco disparos na direção do cabo - um deles o atingiu na cabeça. Os assaltantes fugiram no carro do casal.

Houve pânico e correria dos pedestres que estavam próximos do local. "Eu escutei vários tiros e, quando voltei, o vi deitado no chão, no meio da pista. Ele agiu como policial. Procurou defender aquelas pessoas que estavam sendo agredidas. O que ele não contava era com a cobertura. Tudo está levando a crer que havia cobertura, tanto é que o impacto foi recebido por trás", disse Pinheiro Neto, coordenador de Assuntos Especiais.

Segundo os médicos do Hospital Municipal Souza Aguiar, para onde Santiago foi levado, a bala provocou danos em vários pontos do cérebro. Ele passou por nove horas de cirurgia, está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seu estado de saúde é gravíssimo. Na operação no Morro do Turano e no Morro da Chacrinha, os policiais apreenderam um carro e uma pistola.

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