Após ciclone extratropical, BR-101 segue interditada no RS

Foram registrados destelhamento de casas, quedas de postes e árvores, que causaram diversos danos

Elder Ogliari e Solange Spigliatti, Agência Estado e estadao.com.br

05 de maio de 2008 | 11h16

O temporal de sábado ainda causa transtornos no Rio Grande do Sul. O tráfego de Osório a Torres pela BR-101, no litoral norte, está interrompido. A rodovia ainda tem trechos alagados, especialmente no km 40, em Três Forquilhas, onde um arroio inundou a pista. A Polícia Rodoviária Federal está orientando os motoristas a usarem a RS-389, uma estrada estadual paralela, mas de menor capacidade, ou, se a viagem for para o centro do País, pela BR-116, subindo a serra.Cerca de 17 mil consumidores ainda estão sem energia elétrica. A maioria deles, 12 mil, mora na região metropolitana de Porto Alegre, na área de atendimento da CEEE. Outros 4 mil são clientes da AES Sul em Novo Hamburgo e São Leopoldo, e mil estão na região atendida pela RGE, na serra gaúcha.O ciclone que provocou o temporal começou a se afastar da costa gaúcha. Permanecem as condições para chuvas esparsas e garoa hoje, mas com vento fraco. As nuvens devem dar lugar ao céu limpo à noite, mas a temperatura tende a baixar. Os serviços de meteorologia prevêem madrugadas frias e tardes agradáveis nos próximos dias. Desabrigados O ciclone extratropical que atingiu a região sul do país neste fim de semana e afetou mais de 100 mil pessoas na região e causando duas mortes, deve deixar a região em direção ao alto-mar, segundo previsão da Climatempo, mas ainda deixa a faixa leste do Rio Grande do Sul com muita nebulosidade.  No sul do Estado o tempo deve ficar fechado e chove a qualquer hora do dia e as rajadas de ventos de até 100 km/h por hora devem atingir o leste do Rio Grande do Sul. Na Grande Porto Alegre e na Campanha, o sol vai aparecer entre muitas nuvens e chove de manhã.  Nas localidades mais altas da serra catarinense pode nevar nessa tarde. Nas outras áreas do Sul do Brasil o sol brilha forte entre poucas nuvens e não chove. O mar ainda fica agitado no litoral dos três Estados. Desde a manhã de domingo, 4, os técnicos do Departamento Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina acompanham, com apoio de um helicóptero, o estado de emergência dos 31 municípios mais afetados pela passagem do ciclone extratropical. As equipes retornaram aos locais afetados na manhã desta segunda. Segundo os levantamentos preliminares, em Araranguá mais de 200 pessoas ficaram desabrigadas. A cidade de Ermo, uma das mais afetadas, a chuva, destruiu casas, um posto de saúde, alagou ruas e deixou, pelo menos, 40 famílias desabrigadas.  As famílias também precisaram abandonar suas residências e procurar o abrigo oferecido pela prefeitura municipal. Famílias ficaram ilhadas no município de Jacinto Machado, com a elevação do Rio da Pedra. O município de Arroio Silva, também informou a decisão de decretar situação de emergência. O levantamento de danos e prejuízos ainda não foi repassado ao Dedc.  Em Jacinto Machado, quatro famílias deixaram suas residências, devido a alagamentos, e pelo menos 300 ficaram ilhadas, com a elevação do Rio da Pedra. Em Morro Grande o nível do Rio Manoel Alves subiu e isolou três comunidades, Nova Roma, Três Barras e São Bento. Em Praia Grande, o Rio Mampituba transbordou e algumas famílias foram removidas, no início da tarde de sábado. O acesso à Serra Geral pelo município também foi interditado. Para atender às necessidades emergências a Defesa Civil está providenciando mil cestas básicas, cobertores e colchões.  A Defesa Civil do Rio Grande do Sul permanece mobilizada em função da presença do ciclone extratropical, que afetou aproximadamente 280 mil pessoas, deixando um rastro de destruição causado por ventos com rajadas de até 120 km/h e um alto índice de precipitação pluviométrica, principalmente, na Região Metropolitana e no Litoral Norte. Foram registrados destelhamento de casas, quedas de postes e árvores, que causaram danos em diversas residências.  Houve também interrupção do abastecimento de energia elétrica. Cerca de 80 mil pessoas permaneciam sem energia elétrica na manhã desta segunda-feira, 05, segundo dados da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Cerca de 350 pessoas ficaram desabrigadas por causa de alagamentos em suas moradias.

Tudo o que sabemos sobre:
meteorologiaciclone extratropical

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.