Após confrontos, Camboja e Tailândia selam trégua

Tailândia e Camboja declararam um cessar-fogo na quinta-feira, após uma semana de confrontos que resultaram em 15 mortos, deixaram dezenas de feridos e desabrigaram mais de 60 mil pessoas, no mais sangrento confronto territorial do Sudeste Asiático em vários anos.

PRAK CHAN THUL, REUTERS

28 Abril 2011 | 19h53

Ao longo de sete dias, as tropas dos dois países trocaram esporádicos disparos de artilharia e com pequenos foguetes, em incidentes que alimentaram paixões nacionalistas em ambas as nações, e que ameaçavam ofuscar as eleições tailandesas - além de colocar em dúvida os esforços do Sudeste Asiático para criar, até 2015, uma comunidade ao estilo da União Europeia.

O ministério cambojano de Defesa disse que os dois países concordaram em manter tropas na área e realizar reuniões regulares entre comandantes militares, mas deixando as disputas territoriais a cargo de uma comissão binacional de demarcação fronteiriça, criada há uma década.

Também serão criados postos de controle fronteiriços próximos aos dois templos hindus do século 12 que estão no centro da disputa. Não ficou claro se os moradores da região poderão voltar às suas remotas e devastadas aldeias.

"Vamos respeitar o cessar-fogo de agora em diante", disse um porta-voz governamental cambojano. "Os comandantes locais vão se reunir regularmente para evitar mal entendidos."

Panitan Wattanayagorn, porta-voz do governo tailandês, disse que "no nosso lado da fronteira, o comandante regional está manifestando confiança de que a paz será mantida".

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