Após crise diplomática, Dilma reconhece embaixador da Indonésia

Em fevereiro, petista se recusou a receber diplomata em represália ao fato de país não ter aceitado pedidos de clemência para evitar a execução de dois brasileiros condenados por tráfico de drogas

Isadora Peron e Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

04 Novembro 2015 | 12h39

BRASÍLIA - Após quase nove meses de crise diplomática, a presidente Dilma Rousseff recebeu nesta quarta-feira, 4, as credenciais do novo embaixador da Indonésia no Brasil, Toto Riyanto. 

Em fevereiro, Dilma se recusou a receber o diplomata no Palácio do Planalto em represália ao fato de a Indonésia não ter aceitado os pedidos de clemência para evitar a execução de dois brasileiros condenados por tráfico de drogas. Marco Archer havia sido morto em janeiro e Ricardo Gularte acabou sendo executado em abril.

Após a recusa de Dilma, o presidente da Indonésia chamou Riyanto de volta ao País. A entrega das credenciais hoje foi vista pelo Itamaraty como uma demonstração de que o "caso está encerrado" e de que os dois países podem retomar as relações. Dilma recebeu o diplomata com um "bem-vindo" e manteve uma conversa protocolar com ele por cerca de um minuto.

Durante a cerimônia, a presidente recebeu as credenciais de diplomatas de outros 21 países. Na média, a conversa entre Dilma e cada um deles durou cerca de dois minutos. O ato é uma formalidade que marca oficialmente o reconhecimento de que o embaixador está apto para representar o seu país de origem no Brasil.

Em um fato curioso, os representantes das duas Coreias, do Sul e do Norte, países que têm relações conturbadas e vivem em tensão constante, foram recebidos por Dilma um em sequência do outro. A presidente dispensou praticamente o mesmo tempo com cada um deles.

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