Após debate sobre competência para julgar mensalão, Gurgel fica para 6a

O julgamento do processo do chamado mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) sofreu seu primeiro atraso nesta quinta-feira, após um longo debate entre os ministros sobre um pedido de desmembramento do caso feito pela defesa de um dos réus e que acabou sendo rejeitado.

Reuters

02 de agosto de 2012 | 19h48

O cronograma inicial previa a leitura de um resumo do relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, seguida da argumentação oral do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

A sessão foi encerrada com a leitura do resumo de Barbosa mas sem a participação de Gurgel, o que ficou para sexta-feira, quando estava previsto o início da defesa dos 38 réus do processo.

No início da sessão, o advogado e ex-ministro Márcio Thomaz Bastos --que representa José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural-- fez pedido para a votação do desmembramento do caso, para que os réus que não têm foro privilegiado não fossem julgados pelo Supremo.

O pedido foi negado por 9 votos a 2 após mais de três horas e meia de argumentações dos ministros. Barbosa e o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, chegaram a discutir no início da sessão devido ao pedido.

Barbosa, que votou contra, afirmou haver "deslealdade" e indagou sobre os motivos de Lewandowski, que foi a favor, não ter levantado a questão do desmembramento meses atrás, antes do início do julgamento.

O ministro Marco Aurélio Mello foi o único a acompanhar o revisor no voto a favor do desmembramento.

(Reportagem de Hugo Bachega e Ana Flor)

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