Após encontro com Mandela, Joel Santana promete África do Sul ofensiva

Time disputa com Brasil vaga na final da Copa das Confederações.

Rodrigo Durão Coelho, BBC

25 de junho de 2009 | 11h09

Inspirado pelo encontro com o ex-líder sul-africano, Nelson Mandela, o técnico da seleção da África do Sul, Joel Santana, prometeu que seu time deve jogar de forma mais ofensiva contra o Brasil, nesta quinta-feira.

O jogo vale uma vaga na final da Copa das Confederações.

"Você não pode ficar atrás e se defender por 90 minutos contra o Brasil. Como posso dizer para meus jogadores fazerem isso? Como poderia dizer para a torcida que vamos apenas nos defender?"

"Podemos perder, mas perderemos dando tudo e tentando atacar o Brasil da melhor forma que pudermos", disse ele.

Mandela

O encontro com Mandela ocorreu na quarta-feira, quando a equipe teve uma audiência privada com o ex-presidente, que está com 91 anos.

"Ficamos nervosos quando encontramos o Mandela, uma pessoa super carismática, tão calma. Sua presença e a forma como falou conosco deu tranquilidade a todos", disse Joel.

"Foi um momento histórico", disse Joel.

A imprensa sul-africana afirma que, no início do encontro, Mandela disse em tom de brincadeira para Joel que "sua cara me é familiar de algum lugar".

Futebol defensivo

As críticas ao zelo defensivo do time sul-africano são comuns há tempos entre a torcida e a imprensa do país. Mas esta semana, pela primeira vez, jogadores do time engrossaram o coro.

Após a derrota do sábado para a Espanha, por 2x0, Kagisho Dikgacoi e Siboniso Gaxa reclamaram.

"Devemos parar com essa tática defensiva. Não podemos continuar temendo ou respeitando outras equipes", disse Gaxa.

"O time foi defensivo e isso nos impediu de conseguir o que queríamos, um empate ou uma vitória", disse Dikgacoi.

O técnico do Brasil, Dunga, prometeu respeito para com os sul-africanos na partida desta quinta-feira.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.