Após erros, Marina critica governo pela situação 'inaceitável' do IBGE

Um dia depois de o IBGE corrigir os resultados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad), a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, criticou neste sábado o governo pela situação em que se encontram instituições antes respeitadas mas que por conta de má gestão estão sendo "completamente depreciadas".

REUTERS

20 Setembro 2014 | 18h01

Falando a jornalistas em Campinas (SP), Marina disse que não faria prejulgamentos sobre os anunciados erros, mas disse que a situação é "completamente inaceitável".

"Eu não vou fazer prejulgamentos, não faço com os meus adversários aquilo que eles têm feito comigo. Só posso dizer é que infelizmente instituições que antes eram respeitadas no atual governo estão sendo completamente depreciadas", disse a candidata.

"É o que aconteceu com a Petrobras... A mesma coisa está acontecendo com o IBGE, uma instituição importante para o planejamento, o desenvolvimento de políticas para o nosso país, que tem pessoas dedicadas, comprometidas, éticas. Mas que infelizmente, por má gestão, estão submetidas a esse tipo de situação."

Segundo o IBGE, os erros ocorreram porque foi utilizada uma projeção de população incorreta em sete Estados que têm mais de uma região metropolitana, explicou o instituto vinculado ao Ministério do Planejamento. Por conta disso, dados sobre a renda dos brasileiros e sobre a concentração de renda no país, entre outros, estavam errados.

"Isso é o retrato de mais uma instituição respeitada no país... que em função da má qualidade política, de maus gestores à frente da sua direção, está criando esse tipo de situação completamente inaceitável para o padrão que deve ter uma instituição como tem o IBGE", acrescentou Marina.

A candidata do PSB aparece em segundo lugar nas intenções de voto para o primeiro turno, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição. Em simulação de segundo turno, as duas estão em empate técnico, com vantagem numérica para Marina.

Em nota divulgada na sexta-feira, o terceiro colocado na disputa, Aécio Neves (PSDB), disse que o "sucateamento" de instituições como o IBGE acaba "colocando em dúvida todos os dados apresentados" pelo governo, "inclusive, e sobretudo, os positivos".

(Por Alexandre Caverni e Maria Carolina Marcello)

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