Após filas por atendimento, ministro da Saúde visita instituto no Rio

Alexandre Padilha acompanha primeiro dia de 'mutirão' de cirurgias no Into; fila de espera na unidade chegou a mil pessoas

Fernanda Nunes, de O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2012 | 12h09

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inspecionou na manhã deste sábado o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), no Rio de Janeiro. Ele visitou o centro cirúrgico do hospital, conversou com pacientes e se reuniu com a direção do Into, neste primeiro dia de ampliação do número de cirurgias a serem realizadas na unidade.

Durante a semana, o ministério já havia anunciado uma série de medidas na tentativa de reduzir a fila de espera para atendimento cirúrgico e consultas, que chegou a mil pessoas. Padilha classificou de "mutirão" o esforço de médicos para desafogar o Into. Neste sábado, serão realizadas 30 cirurgias, dez a mais do que no último sábado (01). A expectativa é chegar a 40 na próxima semana.

Para conseguir atender mais pacientes, o número de salas cirúrgicas foi ampliado de cinco para sete e chegará a dez em uma semana. Além disso, médicos contratados pelo Estado do Rio foram convocados para compor a equipe. O ministro Padilha admitiu, no entanto, que há dificuldade em contratar especialistas em traumatologia, mais uma dificuldade para agilizar o atendimento. "Os profissionais do Into são muito especializados. Não é fácil achar profissionais com esse perfil", disse.

Referência nacional em consultas e cirurgias na área de ortopedia, o Into possui, atualmente, uma fila de espera de 21 mil pessoas para cirurgia. O tempo para atendimento varia de meses a anos, dependendo da complexidade do caso. A principal mudança anunciada durante a semana para reduzir a fila de espera foi a adoção de um sistema informatizado de agendamento das consultas , disponível em todas as unidades de saúde dos municípios do Estado.

Os pacientes estão sendo procurados por telefone para o agendamento. Entre a quinta-feira (06) até as 20 horas da sexta-feira (07), já haviam sido feitas 2.226 ligações. "É sempre possível reduzir o tempo de espera", destacou Padilha, informando que novas medidas poderão ser tomadas para agilizar ainda mais o atendimento.

 

 

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