Após Guarulhos, Invepar tem interesse na concessão do Galeão

O novo foco da Invepar nas próximas concessões de aeroportos no Brasil será o terminal do Galeão, no Rio de Janeiro, segundo disse à Reuters o presidente-executivo do grupo, Gustavo Rocha.

REUTERS

22 Maio 2012 | 17h45

"O Galeão com certeza é um aeroporto importante e diria que da próxima rodada (de concessões) é o mais atrativo para nós", afirmou. "É um aeroporto grande, bem localizado e tem toda a questão do momento bom do Rio de Janeiro e vamos olhar com carinho", adicionou.

O grupo Invepar venceu a licitação do aeroporto de Guarulhos, um dos mais importantes do país. A empresa estreou no ramo de aeroportos no certame organizado pelo Governo que incluiu além de Guarulhos, Viracopos (Campinas, SP) e Brasília.

"Viemos para ficar e é um setor foco para gente. Tudo que tiver de aeroportos nos próximos anos nós temos interesse", disse o executivo a Reuters. "Depende (se for de menor porte)... às vezes vamos ter que dizer não. Não obrigatoriamente com parceiros vamos entrar em futuras concessões. Daqui a três anos teremos know how", acrescentou.

O governo, contudo, ainda não deu detalhes sobre a próxima rodada de concessões de aeroportos. A data de um novo certame e os aeroportos que farão parte da rodada ainda não estão definidos.

Apesar da obrigação de otimizar Guarulhos para a Copa do Mundo em 2014, as obras de modernização e expansão do terminal ainda não começaram, de acordo com o executivo da Invepar. Ainda assim, ele acredita que haverá tempo para finalizar as intervenções, que incluem a construção de um terceiro terminal com capacidade anual de 12 milhões de passageiros.

"É um desafio... estamos finalizando os projetos básicos. Em 18 meses se faz isso que é necessário", declarou Rocha durante o Rio Investors Day.

Segundo ele, a companhia, neste momento, irá se focar nestas obras, que terão início em agosto ou setembro. Para os investimentos necessários para o aeroporto paulista, o executivo reiterou que a companhia está avaliando os custos e oportunidades de suas opções de capitalização, o que inclui a emissão de debêntures privadas via BNDES.

Além do Galeão, o executivo afirmou que apesar da construção do terminal ser prioridade, a empresa também se foca no terminal de cargas em Guarulhos, que tem um potencial elevado no País e em outros possíveis projetos, e das obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), no Rio de Janeiro.

"Atuamos nas áreas de aeroportos, rodovias, e mobilidade urbana. Temos interesse de crescer nestas áreas", afirmou.

Além disso, Rocha também mencionou melhorias a serem feitas nos outros terminais em Guarulhos, como a construção de um estacionamento para 10 mil vagas.

(Por Rodrigo Viga Gaier e Juliana Schincariol)

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