Após liminar, jovens desocupam Prefeitura de Ilhéus

Terminou, no fim da tarde desta quarta-feira, 17, a ocupação por um grupo de 60 jovens do movimento Reúne Ilhéus do Palácio Paranaguá, sede da Prefeitura do município, o maior do litoral sul da Bahia. A ocupação, que durou 30 horas, foi concluída depois que a juíza Carine Nassri da Silva, da 2ª Vara Cível da comarca, concedeu liminar de reintegração de posse pleiteada pela administração municipal.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

17 de julho de 2013 | 19h04

Ao receber a decisão judicial, manifestantes deixaram o local pacificamente, promovendo uma pequena mobilização na frente do palácio. Eles pedem a redução da tarifa de ônibus da cidade dos atuais R$ 2,40 para R$ 2,00 e o acesso aos documentos contábeis das duas empresas concessionárias do sistema (Viametro e São Miguel).

De acordo com uma nota distribuída pela Prefeitura, os manifestantes já receberam as planilhas de custos apresentadas pelas empresas, além de cópias dos contratos de concessão dos serviços. Os únicos documentos restantes, entre os reivindicados, são os balancetes contábeis das empresas, que já teriam sido solicitados.

Além da ocupação, a administração do prefeito Jabes Ribeiro (PP) enfrenta, hoje e amanhã, uma paralisação geral dos servidores municipais. Eles pleiteiam reajustes salariais e reclamam não ter recebido propostas da Prefeitura.

Segundo o secretário de Administração de Ilhéus, Ricardo Machado, não é possível prever reajustes antes de o município se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com ele, 70% do orçamento da cidade está atrelado ao pagamento de pessoal, quando a LRF prevê um máximo de 54%.

O prefeito aponta a queda de arrecadação como principal problema do município - e sinaliza com a demissão de servidores. "Meu único caminho seria demitir mais de 700 funcionários, mas estamos tentando evitar isso", afirma.

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