Após perdas, refinaria de Pasadena dá lucro à Petrobras no 1º tri

A refinaria de Pasadena, no Texas, envolvida numa polêmica relacionada aos valores pagos pela Petrobras, deu lucro no primeiro trimestre deste ano, após a companhia realizar uma baixa contábil de 530 milhões de dólares.

Reuters

15 Abril 2014 | 12h23

"Temos uma refinaria que opera com segurança hoje. Temos uma refinaria que no mês de janeiro, no mês de fevereiro deste ano e de março deste ano deu resultado positivo", disse a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em audiência no Senado, em Brasília.

A executiva afirmou que a Petrobras desembolsou, no total, 1,25 bilhão de dólares pela refinaria, desde o acordo inicial com a belga Astra até o conturbado fechamento da compra, que envolveu questionamentos em câmaras de arbitragem nos EUA.

"Assim, o negócio originalmente concebido transformou-se num empreendimento de baixo retorno sobre capital investido", disse ela.

A Petrobras reconheceu baixas contábeis de 530 milhões de dólares relacionadas a ajustes no valor percebido da refinaria, disse Graça Foster.

"A partir daí, temos um ativo de qualidade, para o que propõe hoje", ressaltou a executiva.

A presidente da Petrobras disse que, a partir de 2012, Pasadena recuperou margens de lucro no refino, mesmo sem recuperar os excelentes patamares da época do acordo inicial, em 2006.

"Além da melhor performance operacional, nós temos o petróleo não convencional, leve, de Eagle Ford e de Bakken, que chegam à nossa refinaria com desconto menor", disse a executiva, referindo-se à oferta de petróleo de xisto de reservas exploradas nos últimos anos no interior dos Estados Unidos.

(Por Gustavo Bonato, em São Paulo)

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