Após polêmica, Bar Leo reabre e até libera beijo

Quatro meses depois de o seu fechamento provocar uma comoção entre os cervejeiros paulistanos, o tradicional Bar Leo será, enfim, reaberto. Arrendado pelos mesmos proprietários do Bar Brahma, ele volta a funcionar a partir da semana que vem - terça para convidados e quarta para o público em geral. Com isso, o bar reabre a tempo de comemorar o 72.º aniversário, agora, em agosto.

EDISON VEIGA, Agência Estado

17 de agosto de 2012 | 10h34

A informação havia sido antecipada pelo Estado em junho. Segundo os atuais administradores, velhos frequentadores não vão estranhar: será o mesmo Bar Leo de sempre.

"Estamos nos policiando. Porque, em geral, gostamos de criar, mudar, mexer. Mas, no caso do Leo, como há um público fiel e apegado à história do bar, não vamos mudar", conta Cairê Aoas, diretor da Fábrica de Bares, empresa responsável pela atual gestão. "Na verdade, vamos resgatar a história dele, seja na arquitetura, seja no cardápio."

Ou quase. Pois uma das tradições mais curiosas do Bar Leo será quebrada: a proibição de beijos no local. "Porque começa assim, com um beijinho, e, dali a pouco, a mulher já está no colo do rapaz", era a justificativa dos antigos funcionários. Mulheres desacompanhadas, aliás, só passaram a ser aceitas nas dependências do estabelecimento a partir dos anos 1970.

"Para você ter uma ideia, não faz tanto tempo assim nem havia banheiro feminino", comenta Cairê. Mas a postura da nova administração será mais moderninha. "Com moderação, beijos serão muito bem-vindos", afirma o atual administrador. Cai um mito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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