Após pressão, Apple libera aplicativos para o iPhone

Só no fim de agosto a Apple começou a liberar a venda de aplicativos de realidade aumentada para o iPhone, depois de lançar a última atualização , da versão 3.1, do sistema do celular. Os primeiros a entrar na App Store, a loja online de aplicativos, foram programas que misturam realidade aumentada e transporte público. O Paris Metro Subway ajuda a localizar estações de metrô na capital francesa. Já o London Bus, além do metrô, também mostra os pontos de ônibus na cidade na tela do telefone e permite localizar serviços como restaurantes, hotéis e pontos turísticos por toda Inglaterra, de acordo com a base de dados do Google Maps. Após pressionada por desenvolvedores, antes impedidos de vender aplicativos de realidade aumentada pela App Store, em julho a Apple havia declarado que na versão 3.1 do sistema do iPhone o recurso de realidade aumentada estaria disponível. O fabricante do celular até então não permitia que aplicativos colocassem camadas de informações sobre a imagem da câmera fotográfica. Também não havia nenhuma ferramenta (API) para programadores criarem programas de realidade para o iPhone, o aparelho que, por causa de sua tela e recursos de toque, mais oferece potencial para a realidade aumentada.  A falta desse recurso levou um grupo de desenvolvedores a enviar um abaixo assinado pedindo a liberação de uma API de código aberto, pouco antes do anúncio da Apple de que a versão 3.1 seria compatível com realidade aumentada.  "Estes aplicativos estão destinados a mudar a forma que as pessoas interagem com o mundo real. Mas há um obstáculo: não é possível publicar os aplicativos na App Store porque o iPhone SDK ferramentas para desenvolvedores) não têm API abertas para manipular vídeo ao vivo", diz o texto do abaixo assinado. E completa: "A batalha para determinar qual será o celular vencedor começou. Uma API aberta para acessar o vídeo dará ao iPhone uma vantagem lucrativa para competir." Eles se referem ao Android, a plataforma do Google para celulares, que é mais amigável aos programadores.

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