Após protestos, cripta de Elvis Presley é excluída de leilão

Fãs queriam que túmulo, vago desde 1977, continuasse a ser um local de peregrinação.

BBC Brasil, BBC

25 de junho de 2012 | 06h07

Uma cripta que chegou a abrigar o corpo do cantor Elvis Presley foi retirada de um leilão nos Estados Unidos, após protestos de fãs.

A cripta no cemitério Forest Hill, de Memphis, abrigou o corpo do cantor por dois meses após a sua morte, até que este fosse transferido para sua casa em Graceland. Ali também esteve enterrada a mãe de Elvis, Gladys. Mas o local está vago desde 1977.

A cripta foi colocada à venda pela casa de leilões Julien's, em Los Angeles, despertando a ira de fãs de Elvis, que querem que o local continue sendo um altar para admiração do cantor.

Mais de 10 mil fãs assinaram um abaixo-assinado online, protestando contra a venda do túmulo.

A Julien's decidiu, então, que não venderá a cripta até que o cemitério Forest Hill "crie um plano que atenda os interesses dos fãs e preserve e respeite a memória de Elvis".

'Desconhecido enterrado'

A venda da cripta estava prevista para o domingo passado. Com lances mínimos de US$ 100 mil (R$ 205 mil), o lote incluiria a cripta, o direito de abrir e fechar o túmulo para um enterro, uma placa inscrita e o uso da capela do cemitério para serviços religiosos.

Os fãs de Elvis Presley argumentavam, no site Elvis Matters, que a venda do espaço impedia a peregrinação ao túmulo do cantor. "Dá para imaginar visitar a cripta e ter alguns momentos de silêncio enquanto um outro corpo estará enterrado ali? Se é que a cripta ficará acessível aos fãs", dizia o site.

Apesar da exclusão do túmulo do leilão, outras lembranças de Elvis serão leiloadas, entre elas o telefone do cantor, um medalhão e um raio-x de uma lesão sofrida por Elvis enquanto praticava karatê. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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