Rene Moreira/Estadão
Rene Moreira/Estadão

Após ser libertada, mãe de Joaquim presta depoimento

Natália Ponte deixou a cadeia nessa quarta-feira, 11, após obter um habeas-corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo

Rene Moreira, especial para AE, Agência Estado

12 de dezembro de 2013 | 19h52

Natália Ponte, mãe de Joaquim - menino de três anos encontrado morto em um rio no dia 10 de novembro -, voltou a ser ouvida pela Polícia Civil, menos de um dia após deixar a cadeia. Na tarde desta quinta-feira, 12, ela compareceu na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto (SP), onde prestou depoimento por mais de três horas. Ela confirmou ao delegado que acredita que o padrasto do garoto, Guilherme Longo, seja responsável pelo crime.

Novamente ela não quis falar com a imprensa. Seu advogado, Cássio Alberto Ferreira, diz que sua cliente é a pessoa mais interessada em esclarecer rapidamente a morte do filho e, apesar de não informar o que foi dito à polícia, afirmou que ela manteve o que já vinha falando, acreditando que o companheiro possa ter matado o menino.

A psicóloga de 29 anos deixou a cadeia após obter um habeas-corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo. O TJ considerou que ela está colaborando com as investigações, além de ter um filho de quatro meses que necessita de seus cuidados. Após ser solta no final da tarde desta quarta-feira, 11, Natália foi levada para a casa de parentes em local não revelado por medida de segurança. Ela estava presa desde o dia 10 de novembro, quando o corpo da criança foi encontrado.

Guilherme foi preso na mesma data, mas, com base no recurso que colocou a psicóloga na rua, ele também pode ganhar a liberdade. Essa tese é defendida por seu advogado, Antônio Carlos de Oliveira, que encaminhou ao Tribunal de Justiça de São Paulo solicitação para que estenda a Guilherme o benefício concedido à Natália. O pedido foi protocolado na tarde desta quarta, após a Justiça negar um agravo regimental com a mesma finalidade. Para o defensor, a fundamentação para soltar Natália foi genérica. "Então os mesmos motivos também servem para o meu cliente", argumenta.

Investigação. Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, desapareceu de sua casa em Ribeirão Preto no dia 5 de novembro e seu corpo foi localizado no Rio Pardo, em Barretos, cinco dias depois. A Polícia Civil trabalhava com a hipótese de que a criança, que fazia tratamento contra diabetes, tivesse sido morta com uma dose excessiva de insulina.

Uma embalagem com 30 unidades do medicamento desapareceu, mas Guilherme Longo alega que injetou a substância nele mesmo durante uma crise de abstinência de cocaína. Nesta quinta, 12, a polícia ouviu o depoimento de um homem que diz ter sido agredido pelo padrasto de Joaquim. Guilherme já havia sido definido como agressivo por sua própria irmã em depoimento na semana passada.

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