Após tornado, Taquarituba ainda pode perder indústrias

A prefeitura de Taquarituba trabalha com a possibilidade de perder parte das indústrias atingidas pelo tornado de domingo, 22. Das 38 empresas afetadas, 80% tiveram prejuízo total e muitas não tinham cobertura completa pelo seguro. Outras já enfrentavam situação econômica difícil, como uma empresa da área têxtil que estava endividada e ainda perdeu todo o estoque, além do galpão industrial e máquinas. O prefeito Miderson Milléo (PSDB) espera que o apoio do governo estadual seja efetivo para reverter esse quadro. Na cidade, na segunda-feira, 23, o governador Geraldo Alckmin garantiu uma linha de crédito especial para as empresas atingidas.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

24 de setembro de 2013 | 17h32

De acordo com Milléo, alguns silos armazenavam produtos agrícolas de terceiros e, se não houver cobertura do seguro, os empresários irão quebrar. Alguns armazéns tinham R$ 20 milhões em grãos estocados, segundo ele. Segundo o prefeito, o mais lamentável é que o parque industrial da cidade tinha acabado de se consolidar quando ocorreu o desastre. "Lutamos muito para trazer empresas." O risco agora é a desistência daquelas que têm intenção de se instalar no município. Ele calcula em pelo menos quatro anos o prazo para que a situação econômica da cidade volte ao normal. "Só em empregos e salários a perda será enorme."

A prefeitura calcula que vai precisar de R$ 1,2 milhão para recuperar os prédios públicos destruídos pelo tornado. A rodoviária, um centro esportivo e o galpão de agronegócios tiveram perda total. O Fórum e uma escola estadual sofreram danos parciais. Milléo administra a cidade pela quarta vez. Nas eleições de 2012, ele concorreu com o registro suspenso pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), acusado de ser sócio de uma empresa de saúde subvencionada indiretamente pela prefeitura. Milléo venceu a disputa e teve o registro confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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