Após tragédia no RJ, governo cria sistema de alerta de desastres

O governo federal anunciou nesta segunda-feira a implantação de um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais, que deverá estar em funcionamento em até quatro anos.

REUTERS

17 de janeiro de 2011 | 14h19

A ação é uma das respostas à tragédia causada pelas fortes chuvas da semana passada na região serrana do Rio de Janeiro, que matou mais de 640 pessoas.

A presidente Dilma Rousseff reuniu-se, nesta manhã, com os ministros Nelson Jobim (Defesa), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Fernando Bezerra (Integração Nacional) , José Eduardo Cardozo (Justiça) e Alexandre Padilha (Saúde) e determinou que a implantação do sistema é "prioritária".

"(Discutiu-se) a necessidade de se reforçar políticas de prevenção e reestruturação do sistema de alerta a nível nacional", disse Bezerra em coletiva de imprensa.

O prazo máximo para a implantação do sistema é de quatro anos, mas as áreas consideradas mais críticas já deverão ter as primeiras respostas no próximo verão. O governo não estimou o investimento necessário.

Segundo Mercadante, foram identificadas 500 áreas de risco de deslizamentos e 300 outras suscetíveis a enchentes. Nestas regiões, vivem cerca de 5 milhões de pessoas.

Dentre as ações traçadas, está a compra de novos equipamentos, como radares meteorológicos e pluviômetros, o levantamento geofísico das áreas de risco e a capacitação e treinamento de profissionais de Defesa Civil.

Dilma determinou também a volta de Bezerra, Jobim e Cardozo ao Rio de Janeiro na terça-feira, quando visitarão as cidades mais atingidas pelas chuvas para reforçar as ações de colaboração e apoio no socorro às vítimas das enchentes.

Na semana passada, a presidente sobrevoou a área afetada e em entrevista a jornalistas classificou o momento como "muito dramático" e reconheceu que o risco na região atingida era muito grande.

(Reportagem de Hugo Bachega)

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